Paz e entendimento por meio de viagens e hospedagem

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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

SYLE: Minha experiência maravilhosa em Bergamo, Itália


Por Isabela Campos

Pelo título deste artigo vocês já devem ter uma ideia da experiência que vivi em Bergamo, Itália. Claro que eu pensei que uma experiência SYLE seria incrível, mas confesso que nunca poderia imaginar o que me esperava durante as três semanas, de 17 de março a 07 de abril de 2017. Foi uma mistura de felicidade e agradecimento por esta oportunidade única e maravilhosa. E por causa disso, gostaria de compartilhá-la um pouco com vocês!

1ª semana:
Meu SYLE começou no dia 17 de março de 2017 na casa da família Cremaschi: Roberto, Cecília e Maria. Eles foram anfitriões excelentes, planejaram inúmeras atividades juntos e para mim sozinha, também. Dentre elas, visitei a cidade de Lecco com seu famoso lago, fui a uma escola de italiano para refugiados, onde tive minha primeira aula do idioma, e viajei à Verona para encontrar a sobrinha de Cecília e passar o dia.

Juntos, fomos à Bose, um monastério muito interessante, onde a irmã de Roberto mora; à Torino passar o domingo, quando tivemos uma aula de como fazer um macarrão típico de Bergamo: cansonselli e a um jantar brasileiro. Além disso, partilhamos momentos e refeições, assistimos novelas e programas de TV italianos. O simples fato de estarmos juntos sempre foi um momento especial para mim!

Isabela com a família Cremaschi

2ª semana:
Na segunda semana, fui recebida calorosamente na casa dos Giubertoni: Nunzio e Paola e os filhos Giulia, Cecília e Philippo. Eles também foram anfitriões excelentes e me fizeram sentir em casa. No segundo dia, já estávamos fazendo festa do pijama na sala de estar. Eu passei a maior parte do tempo com Giulia, pois tínhamos o período livre e o restante da família tinha uma rotina bem pesada. Fomos pedalar em Verdellino, comunidade onde eles moram, visitamos Milão, Veneza, Cidade de Bérgamo e Breschia sempre encontrando amigos dela e conhecendo muitas coisas!

Com o restante da família, nós partilhávamos refeições, bate papo antes de dormir e até ajudei Cecília a estudar literatura! Na minha última noite, fomos todos a uma pizzaria e nos acabamos em pizzas! Os Giubertonis me fizeram sentir parte da família, da rotina deles; e serei eternamente grata por essa experiência!

Isabela com a família Giubertoni

3ª semana:
Minha terceira família: os carinhosos Rota: Giancarlo, Anna, Gaia, Mattia e Laura. Tenho certeza que passei meus últimos dias em Bergamo com pessoas calorosas, atenciosas e sempre dispostas a passar algum tempo comigo, mesmo na rotina intensa da semana. A casa dos Rota era muito acolhedora e eles fizeram de tudo para que eu me sentisse confortável, o casal até cedeu o quarto deles para que eu dormisse. Foram realmente muito generosos e atenciosos. Conhecemos o bairro deles em Bergamo, compartilhamos refeições e passamos tempo juntos quando eles chegavam da escola ou do trabalho. Eu até participei de uma aula de coral de Anna em um campo de escoteiros!

Os Rota e os Cremaschi (a primeira família) organizaram um jantar surpresa quando fui à casa dos Cremaschi me despedir. Deliciamos-nos com os cansonselli que eu havia feito na aula de culinária com a Cecília Cremaschi. Foi um momento muito especial para fechar com chave de ouro meu SYLE inesquecível, nessa cidade italiana, que posso agora chamar de casa!

Bons momentos com a família Rota

Também tivemos tivemos uma festa durante a segunda semana que reuniu todos os membros Servas da região, assim como pessoas interessadas e os hóspedes: eu e uma família russa muito querida!

Confraternização da "Família Servas"

Sobre minha experiência aprendendo italiano, não diria que me comunico facilmente e fluentemente, mas posso dizer com orgulho que aprendi muito nesse tempo e fui capaz de me comunicar com todos ao meu redor.

Para concluir este relato, gostaria de dizer que uma experiência como esta é impossível de descrever e que só meu coração sabe as emoções que vivi e o quanto sou e serei eternamente grata aos bergamascos que me fizeram parte de suas famílias. Não menos importante, gostaria de agradecer à Rafaela Rota, coordenadora regional da Lombardia, pelo convite deste SYLE e pela organização de todos os detalhes. E é claro, agradecer ao Servas Brasil por me proporcionar tantas experiências inesquecíveis.

Até nos encontrarmos novamente!

Passeio inesquecível

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Visita ao sul de Minas: gosto de amizade Servas


Dorly Schutz - SC


Olá Pessoal, sou Dorly Schutz e estou no Servas desde agosto de 2009. Nesse período, já tive oportunidade de fazer poucas, mas excelentes visitas a servianos no país e exterior.

Posso garantir que os encontros e visitas dentro do país podem ser muito, muito interessantes. Nossa diversidade cultural é grande e temos anfitriões ansiosos por compartilhar experiências e mostrar sua cidade e região.

Em 19 de maio de 2017, uma sexta feira, cheguei em Extrema, município que faz divisa entre São Paulo e Minas Gerais, pra visitar Edna que eu já conhecia desde o EnSP em 2015.

Apesar do dia chuvoso, Edna levou-me para conhecer todos os cantos da charmosa Extrema. Houve paradas para saborear e comprar os deliciosos quitutes mineiros e conhecer pessoas do lugar. À noite, o amigo Juvenil juntou-se a nós, vindo de Divinópolis, a cerca de 400KM de Extrema. Logo, fomos ver o movimento no centro da cidade, pois havia comemorações do dia santo da padroeira da cidade, Sta Rita de Cássia.

Na manhã de sábado, Edna nos levou montanha acima até o pico da serra onde é possível avistar de um lado, a cidade de Juanópolis, em São Paulo, e do outro lado a cidade de Extrema. A vista é espetacular. Ao retornar ao centro, conhecemos outros pontos de interesse; no final da tarde, pegamos a estrada rumo ao sítio de Aderlice situado na zona rural de Camanducaia.


Vista de Extrema

Edna e Juvenil no mirante em Extrema

Edna, Juvenil e Dorly nos arredores de Extrema

O tempo chuvoso deixou a estrada de terra, curvas e morros em difíceis condições de tráfego. Ficamos ainda mais apreensivos quando escureceu e nos perdemos. Felizmente, graças à perícia da nossa motorista Edna e às orientações dos raros moradores que conheciam o caminho, nós conseguimos chegar, em segurança, à casa de Aderlice que já nos esperava no autêntico estilo Servas.

Ao amanhecer do domingo fui lá fora conferir a beleza do lugar que eu já conhecia por fotos. Em volta de casa tem jardim, plantas diversas, frutíferas, a estufa com cultivo de hortaliças orgânicas e as majestosas araucárias espalhando seus frutos. Por mim eu teria ficado lá fora catando pinhão, mas a chuva me fez entrar. Nesse dia, nossa anfitriã convidou vizinhos e amigos para confraternizar conosco. O almoço vegetariano especial foi preparado por Carlinhos e sua família; todos adoraram.

Quintal da casa de Aderlice

Juvenil, Aderlice (com seu gato Fred) e Edna

Dorly debaixo das araucárias

Galera esperando o almoço vegetariano ... hmmmm

À tarde, falamos do Servas para os convidados que gostaram da filosofia, princípios e possibilidade de troca cultural que a instituição propõe. Possivelmente, em breve teremos novos integrantes nessa região.

Hora do café com bolo para o aniversariante Juvenil

Na segunda feira, a chuva e o frio continuaram. Isso não foi problema porque ficamos dentro de casa no aconchego do fogão à lenha, rodeados pelos gatos de Aderlice e compartilhando boas conversas.

Além disso, era o aniversário de Juvenil continuamos saboreando o bolo de pinhão e outras coisas boas. Juvenil preparou uma deliciosa Caponata pra nós.

Caponata (receita especial de Juvenil)

Fogão à lenha aceso, tudo de bom....

O sol deu o ar da sua graça, na terça-feira, quando saímos para uma caminhada nos arredores. À tarde, fomos para Monte Verde, distrito de Camanducaia, que fica a 1.555m de altidude. Devido a seu clima de montanha, natureza exuberante, produção e comércio de chocolates, geleias entre outras delícias regionais é conhecida como a “Suiça Brasileira” ou seria a “Suiça Mineira”? Os dois passeios foram muito legais.


Amigos Servas à beira do lago

Lixeiras na zona rural de Camanducaia


Descontração junto à natureza

Juvenil em Monte Verde

Quarta feira, dia 24, já era dia de voltar. Minha vontade era ficar mais nesse lugar tão tranquilo e natureza exuberante. Nos despedimos com a promessa de voltar outras vezes. Da minha parte, quero expressar profunda gratidão pela acolhida calorosa de Aderlice que me proporcionou a condição de conhecer essa região através do Servas.

Voltamos para Extrema com Edna, onde Juvenil e eu tomamos o ônibus para SP. Igualmente sou muito grata à Edna pela sua receptividade e presteza em nos mostrar sua cidade e nos levar de carro para o sítio de Aderlice.

Quero aqui registrar o comentário de Juvenil, Aderlice e Edna:

Juvenil: A visita às casas de Edna e Aderlice foi uma oportunidade de fortalecer nossa amizade. Também foi importante discutir questões do Servas Brasil e entender como podemos ajudar mais e melhor o desenvolvimento da nossa organização. É muito diferente e gratificante visitar pessoas que moram em cidades menores e na zona rural. Oxalá consigamos realizar um encontro regional nessa área dando possibilidade a servianos de SP (próximo dali) e MG participarem. Um grande abraço e vamos à luta com alegrias.

Aderlice: Para mim a visita foi mais que especial, uma oportunidade ímpar; fico muito feliz que tenham gostado. Reafirmo que minha casa está à disposição para o encontro regional, ou outros futuros encontros.

Edna: Depois dessa visita, quando tive a oportunidade de rever Dorly, conhecer Juvenil e Aderlice eu não sou mais a mesma. Guardarei pra sempre, em minha memória, esses dias passados juntos. Espero ter mais encontros com vocês e outros amigos Servas.



quinta-feira, 20 de abril de 2017

Cenário Pré-carnavalesco em Recife


Por Isabel Cano - Espanha

Me chamo Isabel Cano. Sou de Barcelona, Espanha e viajei ao Brasil por três semanas aproveitando que meu filho Santi está estudando no Rio de Janeiro.

Aconselhados por uma amiga brasileira, antes de desfrutar do carnaval do Rio, viemos vivenciar, primeiro, o pré carnaval em Recife. Depois de passar dois dias em Porto de Galinhas, fomos recebidos por Luciléa Cisneiro e seu marido em Boa Viagem. Eles nos levaram ao Recife Antigo, já com preparativos para o carnaval; daí chegamos até o Pátio de São Pedro onde desfrutamos de um dos melhores momentos da viagem. Uns cinco ou seis grupos de Maracatu, coordenados por seus maestros, com um coro atrás, encheram o Pátio, com a Igreja ao fundo, interpretando músicas que, para nós eram ritmos novos, muito afro. A sensação foi indescritível.

No dia seguinte, fomos a praia, próxima ao apartamento de Luciléa. Voltamos ao Recife Antigo, também muito bonito de dia, com muitos edifícios restaurados e almoçamos lá com outras duas brasileiras, do Servas Recife, Severina, Socorro, e Franco, um italiano hóspede de uma delas. Após a refeição, demos um pequeno passeio pelo local e encontramos um grupo de passistas interpretando ritmos de frevo e um bloco com boneco gigante. Dalí nossos anfitriões nos acompanharam até Olinda, cidade vizinha de Recife.


Mª do Socorro, Sissi, Santi, Isabel, Cisneiro e Luciléa
Isabel e Santi com dançarinos de frevo no Recife Antigo


Em Olinda, nos hospedamos na casa de Vera Leite e seu marido. Com eles e dois amigos fomos ao Baile Municipal, à noite, um evento muito especial no carnaval pernambucano, com muita gente, a maioria fantasiada e mascarada. Eu fui com um cocar de penas no cabelo e Santi com um chapéu de pirata emprestado por Luciléa. As atrações do baile me deixaram bastante surpreendida. Havia gente de todas as idades, muitas idosos, alguns aparentando mais de 70 anos, todos cantavam as músicas, num cenário espetacular. Eu gostei de ver que não há limite de idade no Brasil para se divertir, como normalmente temos na Europa.

Santi, Isabel, Vera e amigos no Baile do Municipal


No dia seguinte, fomos ver “o Desfile das Virgens de Olinda”, perto da casa de Vera e começando ao meio dia. Um “carnaval de rua”, muito popular, com muita gente desfilando nos trios elétricos.

Depois, fomos visitar o Centro Histórico de Olinda. Muito bonito, com umas igrejas antigas, umas ruas calçadas com pedras, muitas casas coloridas e no alto, uma vista panorâmica que valeu muito a pena.

No outro dia, visitamos um pouco mais o Recife Antigo. Foi um pouco duro por causa do calor, mas procuramos aproveitar o que as energias nos permitiram. Foi interessante visitar um antigo cárcere, agora transformado em um centro cultural, onde as celas são lojas de artesanato. Também algumas igrejas, zonas comerciais e lojas muito simples, vendedores ambulantes, comercializando seus produtos.


Santi e Isabel no Recife Antigo

A noite foi muito especial: Noite dos Tambores Silenciosos, em Olinda. Um colorido impressionante, outra vez os tambores do maracatu, outro momento “top” da viagem. Fomos com Vera e nos encontramos com Luciléa, Severina, Lindinaura e Franco.
Próximo dia fizemos uma excursão de ônibus a Igarassu e Ilha de Itamaracá. Igarassu foi uma experiência tão boa quanto inesperada. Além da igreja de São Cosme e Damião, a mais antiga do Brasil, havia outras tantas, um antigo palacete, conventos... visitamos alguns deles e um, especialmente, foi muito interessante.

Na ilha, fomos diretamente ao Forte de Orange, construído originalmente pelos holandeses e depois ampliado pelos portugueses. Depois da visita fomos comer em um bar restaurante na praia, muito simples, longe da zona turística. Tomamos banho ali, com tranquilidade, até a hora do ônibus.
Na última noite, passamos na casa de Luciléa e aproveitamos a manhã seguinte para tomar banho na praia de Boa Viagem pela última vez. Cisneiro, seu marido, nos acompanhou, muito amavelmente, ao aeroporto e assim, terminamos nossa inesquecível estadia em Pernambuco nas prévias do carnaval.

Agradecemos muito a todos os Servas que conhecemos, a tudo de bom que fizeram durante nossa permanência nessa região tão especial do Brasil.





Mergulho na cultura pernambucana



Por Franco Pirrami - Itália


Eu viajo com frequência, às vezes pelo Servas. Nunca fui recepcionado como em Recife. Eu já tinha experimentado a hospitalidade do Servas Brasil, em São Paulo e Rio de Janeiro, mas o bom trabalho da coordenação, em Pernambuco, superou minhas expectativas.

Áurea me pegou no aeroporto levando-me para a casa de Severina. No mesmo dia, conheci Lucileia e Socorro e dois Servas de Barcelona, com quem fomos almoçar no Recife Antigo. Socorro me ajudou a organizar os dias passados no mar, na costa sul, por isso não me hospedei com Lindinaura, em Olinda, como previsto.

Franco, Sissi, Cisneiro, Luciléa, Santi, Isabel e Mª do Socorro

Severina, minha anfitriã na maioria dos dias em Recife, sempre muito útil, também foi a guia perfeita para ensinar-me sobre os carnavais de Recife e Olinda, sobre os quais é conhecedora apaixonada. Descobrimos um monte de coisas em comum e a mesma paixão pela tradicional dança de carnaval de rua. Demos boas risadas juntos.

Sissi e Franco no Carnaval de Rua 

Franco em Recife com Galo da Madrugada ao fundo

No pré-carnaval, apreciado, em particular, na noite dos Tambores Silenciosos, em Olinda, eu pude ver vários grupos dançando e desfilando ao som do Maracatu. Também vi grandes dançarinos de frevo no bloco "Escuta Levino" em Recife; foi quando eu me aventurei nessa dança típica do carnaval ... pelo menos eu tentei.

Santi, Isabel e Franco entre os dançarinos de frevo


Foi um bom mergulho na cultura pernambucana, tradicional e bonita Espero encontrar os novos amigos em outras ocasiões.
Obrigado Servas Recife ... até breve.


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Comemorações pela Semana Internacional do Servas


Na semana em que se comemorou o Dia Mundial da Paz (21 de setembro) o Servas Internacional propôs a primeira edição do projeto Semana Internacional do Servas com o propósito de difundir os valores do Servas através de conexões individuais e coletivas.

As atividades doravante apresentadas referem as ações desenvolvidas pelos participantes do Servas Brasil no período e que foram comunicadas ao Comitê Gestor de Transição (CGT) e/ou Comissão da Paz (CP).

A série de atividades iniciou com alguns servianos gaúchos e uma catarinense se reunindo em Porto Alegre no feriado de 07 de Setembro na casa de Rita Chang.
O encontro foi marcado por informes sobre o Servas, boas conversas e a vontade de realizar novos encontros com mais participantes com a finalidade de desenvolver o Servas no RS.

Reunião em Porto Alegre

O Servas MG realizou seu encontro nos dias 16, 17 e 18 de setembro em Divinópolis na casa do anfitrião Juvenil de Oliveira. Os participantes foram recebidos no dia 16 com um jantar especial preparado pelo chef Douglas Araujo, novo integrante do Servas MG. Durante todo o dia de sábado foram momentos marcados por muita amizade, dinâmicas e reflexões sobre a paz, relato sobre a experiência de Isabela, representante do Servas Jovem, durante o SICOGA, bem como discussão de propostas para desenvolver o Servas. Ao final da tarde foi aclamado o nome de Juvenil como novo coordenador do Servas MG.

No domingo o grupo de servianos realizou caminhada ecológica com o Projeto Gene, momento em que foram plantadas (mudas de) árvores. O encontro terminou com um delicioso almoço.

Servas, amigos e comida mineira. Que delícia UAIII!!!

Servianos mineiros em Divinópolis

Plantio de mudas em parceria com o Projeto Gene

Servianos de São Paulo, conjuntamente com amigos e familiares reuniram-se no dia 17 de setembro para uma caminhada ao Pico do Jaraguá. Os participantes relataram que foi um sábado muito especial em que puderam desfrutar momentos junto à natureza, contando com a expertise intelectual em história, geografia e ciências da natureza do guia, Fabiano. Os organizadores ficaram felizes em ouvir que deveriam ser organizados mais eventos desse gênero.

Paulistanos no Pico do Jaraguá

Durante a semana houve nova reunião de servianos paulistas e a visitante Alvany Santiago de Petrolina. Dessa vez em casa da anfitriã Maristela, onde o cardápio foi pizza e bebida para todos os gostos, além muita música boa. Na oportunidade, participaram representantes do Internations e do BeOne, como atividade de integração com organizações afins.

Servas SP em noite com pizza, música e amigos

Momento especial no encontro dos paulistanos

No dia 17 servianos de Petrolina-PE e outros amigos reuniram-se em casa da anfitriã Alvany Santiago. Alguns integrantes do Grupo Jovens, Servas & Paz, iniciado em 2007, participaram do evento. Alania Caroline socializou a sua experiência em viajar para fora do Brasil com recursos próprios e Aureliano José, o Léo, filho de Angelita Maria, uma das participantes do Servas na cidade, atualmente estudando em Colônia, na Alemanha, compartilhou a vivência de estudar e morar em outro país. O encontro foi marcado por informações sobre o Servas, bem como discussões sobre a paz e a amizade. O grupo tem a intenção de organizar novas atividades relacionadas ao tema paz, amizade e meio ambiente.

O primeiro evento combinado durante o encontro já aconteceu em 04 de outubro quando jovens Servas participaram de atividades em comemoração ao aniversário do rio São Francisco.

Encontro para celebrar a Paz e a amizade

Jovens de Petrolina homenageando o Rio São Francisco

Seguindo com a programação relativa à data, o Servas Pernambuco participou no dia 21 de setembro de uma atividade organizada pelo Grupo de Dança Circular de Olinda em comemoração ao Dia Mundial da Paz.

Dias 23 e 24 de setembro o Servas Pernambuco realizou seu encontro regional em Recife e Olinda com a participação de servianas de Fortaleza e João Pessoa, bem como duas convidadas. A programação cultural desse encontro foi acompanhar a seresta no Sítio Histórico de Olinda e no sábado, dia 24, almoço em um restaurante de comida típica nordestina em Recife.

A reunião de trabalho ocorreu na casa da anfitriã Luciléa Cisneiro, oportunidade em que foram passados esclarecimentos sobre o funcionamento do Servas para as convidadas presentes. Além disso, houveram discussões sobre a pauta apresentada com informes gerais sobre o Servas Brasil que precisam ser encaminhadas e que certamente irão contribuir para o crescimento de nossa organização.

Dança Circular pela Paz

Participação na Seresta de Olinda

Reunião de trabalho 

Os estados do sul também deram sua contribuição para comemorar a Semana Internacional do Servas. Servianos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estiveram reunidos nos dias 24 e 25 em casa da anfitriã Dorly Schutz em Blumenau.

Entre um e outro café e jantar de comida caseira os partipantes puderam se conhecer, falar de gostos e viagens e tratar sobre questões apresentadas no Panorama do Servas Brasil. Durante a produtiva reunião foi mostrado o novo website do Servas Internacional e houveram sugestões de como poderia ser melhorado o site do Servas Brasil e outras questões sobre a comunicação na mídia e entre os membros. Os participantes do PR e RS foram incentivados a contribuir para movimentar o Servas em seus estados e assim criar uma conexão integrada. Houve unanimidade sobre a importância de desenvolver novos voluntários dentro de suas possibilidades de atuação.

Momento especial durante o encontro foi a apresentação da viagem do casal Everton e Lisa, do Servas PR, que relataram encontros com servianos de diversos países, nos quais sempre tinha alguma experiência marcante.



Confraternização de servianos paranaenses, catarinenses e gaúchos

Conclusão:

A avaliação da comemoração da primeira edição da Semana Internacional do Servas no Brasil é bastante positiva. As discussões centrais foram norteadas pela necessidade de renovação do quadro de membros, isto é jovens e pessoas de todas as idades, mas, também resgatar membros que por falta de comunicação estão inativos.

A melhora na comunicação e integração dos membros com as coordenações é outro ponto que precisa ser trabalhado para que os membros se sintam realmente parte da organização.

Para atender às demandas pra fazer um Servas Brasil mais atuante e dinâmico precisamos de mais voluntários com boa vontade e disponibilidade em ajudar a melhorar nossa organização. Logo que possível enviaremos comunicado trantando dos encaminhamentos sobre as discussões e sugestões feitas durante os encontros.

As fotos dos eventos serão consideradas para a elaboração do Calendário Paz Servas 2017, neste sentido solicita-se o nome do fotógrafo.
O CGT e a Comissão de Paz do Servas Brasil agradecem a todos que de alguma forma contribuíram para a realização desses eventos. Oxalá que em 2017, esse movimento seja replicado amplamente em nosso imenso país, fortalecendo o Servas em todas as regiões.


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

De Vinhedo a um circuito cultural na Europa



Terezinha de Paula e Cesar Alves-SP

Olá a todos, somos Tere e Cesar, Servas há mais de três anos. Já havíamos viajado para a Europa, ficando em casa de amigos ou em hotel. Dessa vez ficamos muito em casa de Servas, de amigos e pouquíssimo em hotel. Nosso roteiro foi Itália, Alemanha e Portugal.

Na Itália, tivemos uma retribuição maravilhosa da família Bigatti, nossos hóspedes no final de 2015 e início de 2016, já que aceitamos o convite para visitá-los em sua terra. Essa família mora na região da Umbria, onde tem cidades lindas do idos da Idade Média. O Servas, Paulo Bigatti, gentilmente foi nos buscar em Roma distante 200 km de sua cidade). Passamos dois dias na casa do Paolo, em Stronconi, província de Terni.





Nessa área fomos à Cidade de Assis, onde visitamos a Basílica de São Francisco de Assis, Patrimônio da Humanidade (basílica inferior e superior). Reduto de afrescos maravilhosos de Giotto, vê-se muito do que foi salvo do terremoto do século passado. Paolo nos levou de volta a Roma onde fizemos um passeio turístico o dia inteiro. De Roma fomos para Bassano del Grapa para visitar uma amiga e de lá para Pádua (Padova).


Em Pádova, ficamos na casa da servas Charlotte Browne, 77 anos, australiana, professora aposentada e bastante ativa. Tivemos um dia maravilhoso de visitas à Basílica de Santo Antonio de Pádua, ao Museu de Giotto, ao Pallazzo de la Raggione e muito mais. No fim do dia, assistimos seu ensaio de dança típica nas redondezas da casa num belo espaço da prefeitura local. Encerramos o dia numa típica cantina italiana, como não podia deixar de ser.




Na Alemanha nos hospedamos em casa de amigos em Hamburgo, e quando viajamos com eles.

Ao chegar a Portugal fomos direto para Santa Maria da Feira ( vizinha à cidade do Porto) para casa de servas, família Borgas. Florinda, professora de francês e Joaquim, veterinário, ambos aposentados. O casal nos esperara com um banquete na noite de sexta-feira. Florinda, uma pessoa maravilhosa, cozinha como ninguém! Ela continua professora dos netos e não só de francês, ensina história, português, etc. Florinda os acompanha quando a mãe está trabalhando, os netos a adoram.

Joaquim é uma pessoa culta e atualizada, um pesquisador dedicado. Ele foi nosso guia turístico particular inclusive, o sugerimos fazer isso profissionalmente de tão bom que é.

Joaquim nos levou ao Porto, a Braga e Barcelos. Disse ele: “No Porto é obrigatório comer Francesinha (sanduiche); em Braga a típica “frigideira” prato (salgado) e “tibia” (doce) e em Barcelos há de se ver a grande estátua do Galo de Barcelos, surgido da lenda. Para mim foi uma surpresa porque, até essa viagem, achava que era o galo de Portugal.



Depois rumamos para Avelãs de Caminho, pequena aldeia dos antepassados do Cesar e na sequência, aproveitamos a proximidade para conhecer Coimbra. Fizemos uma visita (obrigatória) à Universidade de Coimbra, Patrimônio da Humanidade, um dia é pouco para conhece-la, então tivemos de escolher uma pequena parte do complexo da universidade. Decidimos visitar dois ou três ambientes dentre eles a Biblioteca Joanina, uma relíquia construída durante o reinado de D.João V.

Próxima cidade, Lamego, ao norte de Portugal. Lá se percebe nitidamente a influência do idioma espanhol. Hospedamo-nos na casa da servas Manuela Gama. Ela morou no Brasil, em Campinas, onde nasceu sua única filha. Retornaram a Portugal há muitos anos.

Assim que chegamos, Manuela já nos sugeriu ir a uma vinícola de uma amiga dela, Quinta Santa Eufêmia onde produzem, com maestria, o vinho do Porto. A proprietária, Tereza, nos mostrou tudo e explicou, detalhadamente, como se produz o vinho do Porto. Nós ficamos maravilhados e é lógico degustamos vinho e saímos de lá com duas garrafas, uma para saborear na companhia da Manuela e outra em casa.

Jantamos em casa na companhia de mais duas amigas de Manuela, Raquel e Rosa. Jantar muito prazeroso! No dia seguinte, conhecemos a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, cuja festa, comemorada em setembro, os portugueses recomendam participar por considera-la emocionante.

Nossa anfitriã nos levou para ver os sítios de artes rupestres no Vale do Côa. Conta a história, a partir de 1990, que no inicio da construção de uma barragem hidroelétrica no Rio Côa, apareceram as rochas com desenhos, então logo veio a público que ali havia uma riqueza arqueológica. Ainda assim, tentaram continuar com a obra, entretanto a construção da barragem foi suspensa em função dos protestos da imprensa e da população.

Hoje, ali se encontra o Parque Arqueológico do Vale do Côa, Patrimônio da Humanidade, reconhecido como o maior complexo de paleolítico ao ar livre conhecido até então. Esse foi um passeio muito interessante, graças à Manuela. Manuela, ou Manela, como ela assina os e-mails, mora numa quinta onde vi pela primeira vez pé de amêndoa.


E chegou o dia 2 de junho, dia de retornar para casa, que, aliás, já estávamos com saudades.

Cada vez mais gostamos das nossas viagens depois de conhecer o Servas, essa comunidade maravilhosa. Nós gostaríamos de receber mais hóspedes, mas infelizmente, poucos se interessam pela nossa cidade, Vinhedo – São Paulo.


Relatório de viagem no período de 10 de maio a 02 de junho de 2016.




domingo, 4 de setembro de 2016

Trocas culturais entre Montevidéu e Santa Catarina


Por Marisa Contini - Uruguai

O Servas nos permite muitos contatos e visitas. Frequentemente tais visitas são retribuídas. Foi essa a minha inspiração para viajar a Santa Catarina após conhecer e hospedar Dorly Schutz em Montevidéu, Uruguay, em 2013. Minhas memórias de SC datam de mais de 30 anos quando estive lá em minha juventude.

Dorly ajudou a organizar minha viagem Servas em Blumenau e Florianópolis. Ela foi muito prestativa contatando os anfitriões, procurando oportunizar a todos me conhecerem. E isso aconteceu, eles fizeram grande esforço para me encontrar e levar a passear. Willian e Joice, Franziska da Alemanha, que estava fazendo intercâmbio em Blumenau como estudante de Serviço Social; Sueli, José Paulo, Elli e Marcos. Valéria, amiga de Dorly com quem fomos a São Francisco do Sul, num dia gelado. Ótimo, porque proporcionou uma saudável troca cultural. Ainda reunimos, para um café, com os familiares de Sueli e Antonia, que são do norte do Brasil, quando tivemos excelente conversação e até cantamos. O resultado foi muito positivo e enriquecedor para mim, pois assim pude conhecer uma diversidade de pessoas e ainda com algo em comum: sua amizade, hospitalidade e vontade de me mostrar os costumes e o melhor da sua região.

Joice, Willian, Franziska, Dorly e Marisa

Marcos, Elli, Marisa, José Paulo e Dorly

Café com amigos do Acre e Rondonia

Blumenau está localizada numa área chamada Vale Europeu e possui fortes conexões com a Alemanha. O nome da cidade é uma homenagem ao seu fundador, Hermann Bruno Otto Blumenau, que chegou, em 1850, colonizou essas terras, junto com outras famílias alemãs. É esse cruzamento cultural que dá à região uma atmosfera tão especial.

Fui levada para passear em adoráveis lugares como Vila Itoupava, Pomerode, Timbó, Rodeio e São Francisco do Sul. Também fizemos caminhadas em áreas protegidas, na famosa e exuberante “Mata Atlântica”, com sua linda vegetação a apenas cinco minutos a pé do movimentado centro da cidade.

Os encantos da Villa Itoupava

Parque Natural São Fco de Assis em Blumenau

Sueli e Marisa na Villa Germânica

Dorly, Marisa e Valéria em São Fco do Sul

Dorly convidou e fiquei hospedada em sua casa em Blumenau, por sete dias, e depois no apartamento em Meia Praia/Itapema. Nesse período de convivência, pudemos trocar experiências de vida, viagens e muita informação sobre o Servas. No Balneário Camboriu encontrei-me com Cleusa que igualmente foi muito gentil levando-me a conhecer a cidade.

A última parte da minha viagem foi em Florianópolis, onde apesar de ter minha própria acomodação, na Lagoa da Conceição, pude experimentar o sabor especial que se tem ao contatar servianos. Vania e Mateus foram muito amáveis levando-me de carro para conhecer diferentes lugares, fazendo o melhor para que meu dia valesse a pena.

Marisa e Vânia em Floripa

Marisa apreciando a beleza de Floripa

Assim, este é apenas um exemplo de pessoas maravilhosas que nós encontramos no Servas: calorosas, amigas e acima de tudo com vontade de fazer um mundo melhor.
Muito obrigada por tão maravilhosas férias, entre 24 de junho e 09 de julho/2016, experiência que somente se consegue através do contato pessoal. Espero um dia receber alguns de vocês em meu país.