Paz e entendimento por meio de viagens e hospedagem

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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Visita ao sul de Minas: gosto de amizade Servas


Dorly Schutz - SC


Olá Pessoal, sou Dorly Schutz e estou no Servas desde agosto de 2009. Nesse período, já tive oportunidade de fazer poucas, mas excelentes visitas a servianos no país e exterior.

Posso garantir que os encontros e visitas dentro do país podem ser muito, muito interessantes. Nossa diversidade cultural é grande e temos anfitriões ansiosos por compartilhar experiências e mostrar sua cidade e região.

Em 19 de maio de 2017, uma sexta feira, cheguei em Extrema, município que faz divisa entre São Paulo e Minas Gerais, pra visitar Edna que eu já conhecia desde o EnSP em 2015.

Apesar do dia chuvoso, Edna levou-me para conhecer todos os cantos da charmosa Extrema. Houve paradas para saborear e comprar os deliciosos quitutes mineiros e conhecer pessoas do lugar. À noite, o amigo Juvenil juntou-se a nós, vindo de Divinópolis, a cerca de 400KM de Extrema. Logo, fomos ver o movimento no centro da cidade, pois havia comemorações do dia santo da padroeira da cidade, Sta Rita de Cássia.

Na manhã de sábado, Edna nos levou montanha acima até o pico da serra onde é possível avistar de um lado, a cidade de Juanópolis, em São Paulo, e do outro lado a cidade de Extrema. A vista é espetacular. Ao retornar ao centro, conhecemos outros pontos de interesse; no final da tarde, pegamos a estrada rumo ao sítio de Aderlice situado na zona rural de Camanducaia.


Vista de Extrema

Edna e Juvenil no mirante em Extrema

Edna, Juvenil e Dorly nos arredores de Extrema

O tempo chuvoso deixou a estrada de terra, curvas e morros em difíceis condições de tráfego. Ficamos ainda mais apreensivos quando escureceu e nos perdemos. Felizmente, graças à perícia da nossa motorista Edna e às orientações dos raros moradores que conheciam o caminho, nós conseguimos chegar, em segurança, à casa de Aderlice que já nos esperava no autêntico estilo Servas.

Ao amanhecer do domingo fui lá fora conferir a beleza do lugar que eu já conhecia por fotos. Em volta de casa tem jardim, plantas diversas, frutíferas, a estufa com cultivo de hortaliças orgânicas e as majestosas araucárias espalhando seus frutos. Por mim eu teria ficado lá fora catando pinhão, mas a chuva me fez entrar. Nesse dia, nossa anfitriã convidou vizinhos e amigos para confraternizar conosco. O almoço vegetariano especial foi preparado por Carlinhos e sua família; todos adoraram.

Quintal da casa de Aderlice

Juvenil, Aderlice (com seu gato Fred) e Edna

Dorly debaixo das araucárias

Galera esperando o almoço vegetariano ... hmmmm

À tarde, falamos do Servas para os convidados que gostaram da filosofia, princípios e possibilidade de troca cultural que a instituição propõe. Possivelmente, em breve teremos novos integrantes nessa região.

Hora do café com bolo para o aniversariante Juvenil

Na segunda feira, a chuva e o frio continuaram. Isso não foi problema porque ficamos dentro de casa no aconchego do fogão à lenha, rodeados pelos gatos de Aderlice e compartilhando boas conversas.

Além disso, era o aniversário de Juvenil continuamos saboreando o bolo de pinhão e outras coisas boas. Juvenil preparou uma deliciosa Caponata pra nós.

Caponata (receita especial de Juvenil)

Fogão à lenha aceso, tudo de bom....

O sol deu o ar da sua graça, na terça-feira, quando saímos para uma caminhada nos arredores. À tarde, fomos para Monte Verde, distrito de Camanducaia, que fica a 1.555m de altidude. Devido a seu clima de montanha, natureza exuberante, produção e comércio de chocolates, geleias entre outras delícias regionais é conhecida como a “Suiça Brasileira” ou seria a “Suiça Mineira”? Os dois passeios foram muito legais.


Amigos Servas à beira do lago

Lixeiras na zona rural de Camanducaia


Descontração junto à natureza

Juvenil em Monte Verde

Quarta feira, dia 24, já era dia de voltar. Minha vontade era ficar mais nesse lugar tão tranquilo e natureza exuberante. Nos despedimos com a promessa de voltar outras vezes. Da minha parte, quero expressar profunda gratidão pela acolhida calorosa de Aderlice que me proporcionou a condição de conhecer essa região através do Servas.

Voltamos para Extrema com Edna, onde Juvenil e eu tomamos o ônibus para SP. Igualmente sou muito grata à Edna pela sua receptividade e presteza em nos mostrar sua cidade e nos levar de carro para o sítio de Aderlice.

Quero aqui registrar o comentário de Juvenil, Aderlice e Edna:

Juvenil: A visita às casas de Edna e Aderlice foi uma oportunidade de fortalecer nossa amizade. Também foi importante discutir questões do Servas Brasil e entender como podemos ajudar mais e melhor o desenvolvimento da nossa organização. É muito diferente e gratificante visitar pessoas que moram em cidades menores e na zona rural. Oxalá consigamos realizar um encontro regional nessa área dando possibilidade a servianos de SP (próximo dali) e MG participarem. Um grande abraço e vamos à luta com alegrias.

Aderlice: Para mim a visita foi mais que especial, uma oportunidade ímpar; fico muito feliz que tenham gostado. Reafirmo que minha casa está à disposição para o encontro regional, ou outros futuros encontros.

Edna: Depois dessa visita, quando tive a oportunidade de rever Dorly, conhecer Juvenil e Aderlice eu não sou mais a mesma. Guardarei pra sempre, em minha memória, esses dias passados juntos. Espero ter mais encontros com vocês e outros amigos Servas.



quinta-feira, 20 de abril de 2017

Cenário Pré-carnavalesco em Recife


Por Isabel Cano - Espanha

Me chamo Isabel Cano. Sou de Barcelona, Espanha e viajei ao Brasil por três semanas aproveitando que meu filho Santi está estudando no Rio de Janeiro.

Aconselhados por uma amiga brasileira, antes de desfrutar do carnaval do Rio, viemos vivenciar, primeiro, o pré carnaval em Recife. Depois de passar dois dias em Porto de Galinhas, fomos recebidos por Luciléa Cisneiro e seu marido em Boa Viagem. Eles nos levaram ao Recife Antigo, já com preparativos para o carnaval; daí chegamos até o Pátio de São Pedro onde desfrutamos de um dos melhores momentos da viagem. Uns cinco ou seis grupos de Maracatu, coordenados por seus maestros, com um coro atrás, encheram o Pátio, com a Igreja ao fundo, interpretando músicas que, para nós eram ritmos novos, muito afro. A sensação foi indescritível.

No dia seguinte, fomos a praia, próxima ao apartamento de Luciléa. Voltamos ao Recife Antigo, também muito bonito de dia, com muitos edifícios restaurados e almoçamos lá com outras duas brasileiras, do Servas Recife, Severina, Socorro, e Franco, um italiano hóspede de uma delas. Após a refeição, demos um pequeno passeio pelo local e encontramos um grupo de passistas interpretando ritmos de frevo e um bloco com boneco gigante. Dalí nossos anfitriões nos acompanharam até Olinda, cidade vizinha de Recife.


Mª do Socorro, Sissi, Santi, Isabel, Cisneiro e Luciléa
Isabel e Santi com dançarinos de frevo no Recife Antigo


Em Olinda, nos hospedamos na casa de Vera Leite e seu marido. Com eles e dois amigos fomos ao Baile Municipal, à noite, um evento muito especial no carnaval pernambucano, com muita gente, a maioria fantasiada e mascarada. Eu fui com um cocar de penas no cabelo e Santi com um chapéu de pirata emprestado por Luciléa. As atrações do baile me deixaram bastante surpreendida. Havia gente de todas as idades, muitas idosos, alguns aparentando mais de 70 anos, todos cantavam as músicas, num cenário espetacular. Eu gostei de ver que não há limite de idade no Brasil para se divertir, como normalmente temos na Europa.

Santi, Isabel, Vera e amigos no Baile do Municipal


No dia seguinte, fomos ver “o Desfile das Virgens de Olinda”, perto da casa de Vera e começando ao meio dia. Um “carnaval de rua”, muito popular, com muita gente desfilando nos trios elétricos.

Depois, fomos visitar o Centro Histórico de Olinda. Muito bonito, com umas igrejas antigas, umas ruas calçadas com pedras, muitas casas coloridas e no alto, uma vista panorâmica que valeu muito a pena.

No outro dia, visitamos um pouco mais o Recife Antigo. Foi um pouco duro por causa do calor, mas procuramos aproveitar o que as energias nos permitiram. Foi interessante visitar um antigo cárcere, agora transformado em um centro cultural, onde as celas são lojas de artesanato. Também algumas igrejas, zonas comerciais e lojas muito simples, vendedores ambulantes, comercializando seus produtos.


Santi e Isabel no Recife Antigo

A noite foi muito especial: Noite dos Tambores Silenciosos, em Olinda. Um colorido impressionante, outra vez os tambores do maracatu, outro momento “top” da viagem. Fomos com Vera e nos encontramos com Luciléa, Severina, Lindinaura e Franco.
Próximo dia fizemos uma excursão de ônibus a Igarassu e Ilha de Itamaracá. Igarassu foi uma experiência tão boa quanto inesperada. Além da igreja de São Cosme e Damião, a mais antiga do Brasil, havia outras tantas, um antigo palacete, conventos... visitamos alguns deles e um, especialmente, foi muito interessante.

Na ilha, fomos diretamente ao Forte de Orange, construído originalmente pelos holandeses e depois ampliado pelos portugueses. Depois da visita fomos comer em um bar restaurante na praia, muito simples, longe da zona turística. Tomamos banho ali, com tranquilidade, até a hora do ônibus.
Na última noite, passamos na casa de Luciléa e aproveitamos a manhã seguinte para tomar banho na praia de Boa Viagem pela última vez. Cisneiro, seu marido, nos acompanhou, muito amavelmente, ao aeroporto e assim, terminamos nossa inesquecível estadia em Pernambuco nas prévias do carnaval.

Agradecemos muito a todos os Servas que conhecemos, a tudo de bom que fizeram durante nossa permanência nessa região tão especial do Brasil.





Mergulho na cultura pernambucana



Por Franco Pirrami - Itália


Eu viajo com frequência, às vezes pelo Servas. Nunca fui recepcionado como em Recife. Eu já tinha experimentado a hospitalidade do Servas Brasil, em São Paulo e Rio de Janeiro, mas o bom trabalho da coordenação, em Pernambuco, superou minhas expectativas.

Áurea me pegou no aeroporto levando-me para a casa de Severina. No mesmo dia, conheci Lucileia e Socorro e dois Servas de Barcelona, com quem fomos almoçar no Recife Antigo. Socorro me ajudou a organizar os dias passados no mar, na costa sul, por isso não me hospedei com Lindinaura, em Olinda, como previsto.

Franco, Sissi, Cisneiro, Luciléa, Santi, Isabel e Mª do Socorro

Severina, minha anfitriã na maioria dos dias em Recife, sempre muito útil, também foi a guia perfeita para ensinar-me sobre os carnavais de Recife e Olinda, sobre os quais é conhecedora apaixonada. Descobrimos um monte de coisas em comum e a mesma paixão pela tradicional dança de carnaval de rua. Demos boas risadas juntos.

Sissi e Franco no Carnaval de Rua 

Franco em Recife com Galo da Madrugada ao fundo

No pré-carnaval, apreciado, em particular, na noite dos Tambores Silenciosos, em Olinda, eu pude ver vários grupos dançando e desfilando ao som do Maracatu. Também vi grandes dançarinos de frevo no bloco "Escuta Levino" em Recife; foi quando eu me aventurei nessa dança típica do carnaval ... pelo menos eu tentei.

Santi, Isabel e Franco entre os dançarinos de frevo


Foi um bom mergulho na cultura pernambucana, tradicional e bonita Espero encontrar os novos amigos em outras ocasiões.
Obrigado Servas Recife ... até breve.