Paz e entendimento por meio de viagens e hospedagem

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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Servas - sobre as férias cariocas e mineiras de duas italianas....meio-paraenses.

Giulia Nemeye

Olá pessoal!

Meu nome é Giulia. Sou uma garota italiana de 22 anos que viajou para o Brasil nesse dezembro 2016, quando comecei a trabalhar num projeto de voluntariado no norte do Brasil, junto com a associação FOCSIV (Federação Italiana que oportuniza voluntariado para jovens).

Em Santa Luzia do Pará contribuí com a gestão duma escola para jovens agricultores e com a transformação de produtos naturais numa loja. Comigo estava outra menina voluntária italiana, Valeria e permanecemos por oito meses.


Eu e minha família italiana somos membros Servas há muito tempo. Simplificando, desde que eu era uma mocinha acontecia almoçar e jantar em frente a servas poloneses, australianos, americanos, alemães, etc... que hospedávamos durante alguns dias em casa.

Como vocês com certeza já sabem, os membros Servas não são somente aqueles que abrem as portas das suas casas, mas também os viajantes que decidem entrar nessas casas ;-) ...Trata-se sem dúvida de uma maneira um pouco diferente das viagens dos “típicos turistas”.

Um viajante Servas de fato, aceita e tem que participar e se interessar pela vida diária dos seus “anfitriões”. Servas, nesse sentido, permite que o encontro e o conhecimento direto com pessoas e culturas de outros países evitem preconceitos, e todas aquelas suposições não comprovadas sobre a figura do “estrangeiro”, como certos estereótipos ligados às diferentes nacionalidades.

Minha primeira viagem “Servas” foi há três anos (2015) no Canadá, em Vancouver com uma amiga e colega da faculdade, e depois, quando passei um mês na Espanha, na Andaluzia, durante do verão do 2016.

Então, o que aconteceu é que eu e a Valeria queríamos organizar uma visita a uma cidade brasileira em junho saindo de Belém. A ideia era também de viajar com Servas. Aí, propus à minha colega se inscrever e viajar desse jeito em nossas férias, aproveitando do fato de que o Rio de Janeiro é famoso por ser uma cidade grande, relativamente segura e, sobretudo, levando em consideração que ter contatos locais podia ser uma boa solução para decidir qual lugar visitar.

Além disso, a gente teve a oportunidade de rever, em Minas Gerais, nossa amiga Isabela, também membro Servas, que tínhamos acompanhado para Veneza durante o SYLE dela.

Foram umas férias muito bonitas e interessantes, e, especialmente, nos sentimos acolhidas em famílias como se fossem as nossas.

Então, durante a nossa estadia “carioca” eu e Valeria fomos hospedadas por Madel, uma senhora que mora perto da Praia do Flamengo e que nos aconselhou um contato para escalar o Pão de Açucar (valeu!!); também Yara, que vive na área Miami", da Barra da Tijuca, e que nos mostrou a praia do Recreio dos Bandeirantes dirigindo seu o fofo carro vermelho.



Depois nos mudamos para o estado vizinho de Minas Gerais, em específico, para conhecer a família Campos (os pais e a irmã de Isabela) em Divinópolis. Passamos uns dias na cidade universitária de São João do Rei também, na casa da simpática jovem ítalo-brasileira Chiara e do gato dela Buddha. Fomos inclusive para Tiradentes com os Campos. Por fim, em Belo Horizonte na casa de Juju, João Paulo e Anthony e o fofíssimo cachorrinho deles Bobby.







Em conclusão, eu realmente gostei da cidade do Rio de Janeiro que eu quis visitar desde quando comecei a estudar o idioma português na faculdade. Me apaixonei pelo pôr do sol visto sentada na praia de Ipanema, e adorei o sotaque carioca - que tem uma semelhança com o paraense -. Além disso, curti muito as cidades culturais de Minas Gerais e acredito que NUNCA poderia esquecer a comida mineira, entre as várias delícias, o lombo com geleia de abacaxi e castanha de caju que a mãe da Isabela cozinhou para nosso primeiro almoço!!

Com certeza esse ano que passei no Brasil vai marcar minha vida e seria também graças ao Servas, e eu adicionaria: de novo!

Um grande ‘grazie’ – um ‘obrigadão’,

Giulia.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Cenário Pré-carnavalesco em Recife


Por Isabel Cano - Espanha

Me chamo Isabel Cano. Sou de Barcelona, Espanha e viajei ao Brasil por três semanas aproveitando que meu filho Santi está estudando no Rio de Janeiro.

Aconselhados por uma amiga brasileira, antes de desfrutar do carnaval do Rio, viemos vivenciar, primeiro, o pré carnaval em Recife. Depois de passar dois dias em Porto de Galinhas, fomos recebidos por Luciléa Cisneiro e seu marido em Boa Viagem. Eles nos levaram ao Recife Antigo, já com preparativos para o carnaval; daí chegamos até o Pátio de São Pedro onde desfrutamos de um dos melhores momentos da viagem. Uns cinco ou seis grupos de Maracatu, coordenados por seus maestros, com um coro atrás, encheram o Pátio, com a Igreja ao fundo, interpretando músicas que, para nós eram ritmos novos, muito afro. A sensação foi indescritível.

No dia seguinte, fomos a praia, próxima ao apartamento de Luciléa. Voltamos ao Recife Antigo, também muito bonito de dia, com muitos edifícios restaurados e almoçamos lá com outras duas brasileiras, do Servas Recife, Severina, Socorro, e Franco, um italiano hóspede de uma delas. Após a refeição, demos um pequeno passeio pelo local e encontramos um grupo de passistas interpretando ritmos de frevo e um bloco com boneco gigante. Dalí nossos anfitriões nos acompanharam até Olinda, cidade vizinha de Recife.


Mª do Socorro, Sissi, Santi, Isabel, Cisneiro e Luciléa
Isabel e Santi com dançarinos de frevo no Recife Antigo


Em Olinda, nos hospedamos na casa de Vera Leite e seu marido. Com eles e dois amigos fomos ao Baile Municipal, à noite, um evento muito especial no carnaval pernambucano, com muita gente, a maioria fantasiada e mascarada. Eu fui com um cocar de penas no cabelo e Santi com um chapéu de pirata emprestado por Luciléa. As atrações do baile me deixaram bastante surpreendida. Havia gente de todas as idades, muitas idosos, alguns aparentando mais de 70 anos, todos cantavam as músicas, num cenário espetacular. Eu gostei de ver que não há limite de idade no Brasil para se divertir, como normalmente temos na Europa.

Santi, Isabel, Vera e amigos no Baile do Municipal


No dia seguinte, fomos ver “o Desfile das Virgens de Olinda”, perto da casa de Vera e começando ao meio dia. Um “carnaval de rua”, muito popular, com muita gente desfilando nos trios elétricos.

Depois, fomos visitar o Centro Histórico de Olinda. Muito bonito, com umas igrejas antigas, umas ruas calçadas com pedras, muitas casas coloridas e no alto, uma vista panorâmica que valeu muito a pena.

No outro dia, visitamos um pouco mais o Recife Antigo. Foi um pouco duro por causa do calor, mas procuramos aproveitar o que as energias nos permitiram. Foi interessante visitar um antigo cárcere, agora transformado em um centro cultural, onde as celas são lojas de artesanato. Também algumas igrejas, zonas comerciais e lojas muito simples, vendedores ambulantes, comercializando seus produtos.


Santi e Isabel no Recife Antigo

A noite foi muito especial: Noite dos Tambores Silenciosos, em Olinda. Um colorido impressionante, outra vez os tambores do maracatu, outro momento “top” da viagem. Fomos com Vera e nos encontramos com Luciléa, Severina, Lindinaura e Franco.
Próximo dia fizemos uma excursão de ônibus a Igarassu e Ilha de Itamaracá. Igarassu foi uma experiência tão boa quanto inesperada. Além da igreja de São Cosme e Damião, a mais antiga do Brasil, havia outras tantas, um antigo palacete, conventos... visitamos alguns deles e um, especialmente, foi muito interessante.

Na ilha, fomos diretamente ao Forte de Orange, construído originalmente pelos holandeses e depois ampliado pelos portugueses. Depois da visita fomos comer em um bar restaurante na praia, muito simples, longe da zona turística. Tomamos banho ali, com tranquilidade, até a hora do ônibus.
Na última noite, passamos na casa de Luciléa e aproveitamos a manhã seguinte para tomar banho na praia de Boa Viagem pela última vez. Cisneiro, seu marido, nos acompanhou, muito amavelmente, ao aeroporto e assim, terminamos nossa inesquecível estadia em Pernambuco nas prévias do carnaval.

Agradecemos muito a todos os Servas que conhecemos, a tudo de bom que fizeram durante nossa permanência nessa região tão especial do Brasil.





Mergulho na cultura pernambucana



Por Franco Pirrami - Itália


Eu viajo com frequência, às vezes pelo Servas. Nunca fui recepcionado como em Recife. Eu já tinha experimentado a hospitalidade do Servas Brasil, em São Paulo e Rio de Janeiro, mas o bom trabalho da coordenação, em Pernambuco, superou minhas expectativas.

Áurea me pegou no aeroporto levando-me para a casa de Severina. No mesmo dia, conheci Lucileia e Socorro e dois Servas de Barcelona, com quem fomos almoçar no Recife Antigo. Socorro me ajudou a organizar os dias passados no mar, na costa sul, por isso não me hospedei com Lindinaura, em Olinda, como previsto.

Franco, Sissi, Cisneiro, Luciléa, Santi, Isabel e Mª do Socorro

Severina, minha anfitriã na maioria dos dias em Recife, sempre muito útil, também foi a guia perfeita para ensinar-me sobre os carnavais de Recife e Olinda, sobre os quais é conhecedora apaixonada. Descobrimos um monte de coisas em comum e a mesma paixão pela tradicional dança de carnaval de rua. Demos boas risadas juntos.

Sissi e Franco no Carnaval de Rua 

Franco em Recife com Galo da Madrugada ao fundo

No pré-carnaval, apreciado, em particular, na noite dos Tambores Silenciosos, em Olinda, eu pude ver vários grupos dançando e desfilando ao som do Maracatu. Também vi grandes dançarinos de frevo no bloco "Escuta Levino" em Recife; foi quando eu me aventurei nessa dança típica do carnaval ... pelo menos eu tentei.

Santi, Isabel e Franco entre os dançarinos de frevo


Foi um bom mergulho na cultura pernambucana, tradicional e bonita Espero encontrar os novos amigos em outras ocasiões.
Obrigado Servas Recife ... até breve.


domingo, 4 de setembro de 2016

Trocas culturais entre Montevidéu e Santa Catarina


Por Marisa Contini - Uruguai

O Servas nos permite muitos contatos e visitas. Frequentemente tais visitas são retribuídas. Foi essa a minha inspiração para viajar a Santa Catarina após conhecer e hospedar Dorly Schutz em Montevidéu, Uruguay, em 2013. Minhas memórias de SC datam de mais de 30 anos quando estive lá em minha juventude.

Dorly ajudou a organizar minha viagem Servas em Blumenau e Florianópolis. Ela foi muito prestativa contatando os anfitriões, procurando oportunizar a todos me conhecerem. E isso aconteceu, eles fizeram grande esforço para me encontrar e levar a passear. Willian e Joice, Franziska da Alemanha, que estava fazendo intercâmbio em Blumenau como estudante de Serviço Social; Sueli, José Paulo, Elli e Marcos. Valéria, amiga de Dorly com quem fomos a São Francisco do Sul, num dia gelado. Ótimo, porque proporcionou uma saudável troca cultural. Ainda reunimos, para um café, com os familiares de Sueli e Antonia, que são do norte do Brasil, quando tivemos excelente conversação e até cantamos. O resultado foi muito positivo e enriquecedor para mim, pois assim pude conhecer uma diversidade de pessoas e ainda com algo em comum: sua amizade, hospitalidade e vontade de me mostrar os costumes e o melhor da sua região.

Joice, Willian, Franziska, Dorly e Marisa

Marcos, Elli, Marisa, José Paulo e Dorly

Café com amigos do Acre e Rondonia

Blumenau está localizada numa área chamada Vale Europeu e possui fortes conexões com a Alemanha. O nome da cidade é uma homenagem ao seu fundador, Hermann Bruno Otto Blumenau, que chegou, em 1850, colonizou essas terras, junto com outras famílias alemãs. É esse cruzamento cultural que dá à região uma atmosfera tão especial.

Fui levada para passear em adoráveis lugares como Vila Itoupava, Pomerode, Timbó, Rodeio e São Francisco do Sul. Também fizemos caminhadas em áreas protegidas, na famosa e exuberante “Mata Atlântica”, com sua linda vegetação a apenas cinco minutos a pé do movimentado centro da cidade.

Os encantos da Villa Itoupava

Parque Natural São Fco de Assis em Blumenau

Sueli e Marisa na Villa Germânica

Dorly, Marisa e Valéria em São Fco do Sul

Dorly convidou e fiquei hospedada em sua casa em Blumenau, por sete dias, e depois no apartamento em Meia Praia/Itapema. Nesse período de convivência, pudemos trocar experiências de vida, viagens e muita informação sobre o Servas. No Balneário Camboriu encontrei-me com Cleusa que igualmente foi muito gentil levando-me a conhecer a cidade.

A última parte da minha viagem foi em Florianópolis, onde apesar de ter minha própria acomodação, na Lagoa da Conceição, pude experimentar o sabor especial que se tem ao contatar servianos. Vania e Mateus foram muito amáveis levando-me de carro para conhecer diferentes lugares, fazendo o melhor para que meu dia valesse a pena.

Marisa e Vânia em Floripa

Marisa apreciando a beleza de Floripa

Assim, este é apenas um exemplo de pessoas maravilhosas que nós encontramos no Servas: calorosas, amigas e acima de tudo com vontade de fazer um mundo melhor.
Muito obrigada por tão maravilhosas férias, entre 24 de junho e 09 de julho/2016, experiência que somente se consegue através do contato pessoal. Espero um dia receber alguns de vocês em meu país.


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Amigo uruguaio de passagem por Recife


Por Severina Santana - PE

No período de 17 a 27 de março de 2016, Recife e Olinda receberam a visita de mais um amigo Servas do Uruguai, Hector Santana, da cidade de Montevidéu. Nos contatos realizados, antes da viagem, foi possível organizar uma agenda com o apoio da nossa coordenadora Luciléa Cisneiro e outros membros, que se dispuseram a tornar a visita do amigo servas, à nossa cidade, a mais agradável possível.

Desse modo, Hector desfrutou da companhia das anfitriãs Noemi Holanda, Lindinaura Rameh, Ana Barros, Severina de Santana, e do apoio das day hosts Socorro Aragão e Vera Mascarenhas. Ainda teve a oportunidade de conhecer Eliane Ferreira de Petrolina que estava de passagem por Recife.

Passamos com Hector momentos muito agradáveis; tivemos a oportunidade de mostrar um pouco da nossa cultura e beleza naturais, e principalmente, compartilhamos nosso cotidiano, estreitando os laços de amizade, foco principal do Servas.
Segue depoimento do amigo,

Hola estimadas amigas! Han pasado algunos días de mi estadía en vuestra ciudad y recuerdo los lindos momentos vividos ahí…fueran 10 días de constante atención…les quiero agradecer la disposición que tuvieron al recibirme y mostrarme vuestra amistad y generosidad…las vi a todas “comprometidas con su condición de Servas cosa que recordaré siempre…gracias y un gran saludo… Héctor Santana

Sissi e Socorro mostrando a bela Recife a Héctor


Héctor, Sissi e Eliane

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Japão - São Paulo: Day Hosting paulistano

Luciane Franco Braga - SP


As servianas japonesas Seiko Muraiama e Kaori Fugii chegaram a São Paulo provenientes de La Paz na Bolívia em 02/02. O Brasil seria um dos quatro países que pretendiam visitar no período de 20 dias. Elas ficaram na casa do anfitrião Jefferson Rubbo, que disponibilizou seu apto apesar de estar na Austrália pelo SERVAS.

Fui encontrá-las no Edifício COPAN onde estavam hospedadas. Muito animadas e bem humoradas, nossa conversa foi em Inglês pois Seiko morou na Austrália. Já Kaori é fluente em Italiano, pois morou na Itália.

Logo que nos encontramos decidimos almoçar no Mercado Municipal da Cantareira. Começamos nosso tour caminhando pelo centro de São Paulo, passando pela Galeria do Rock, Viaduto Santa Efigênia, Mosteiro São Bento, Rua 25 de Março até chegarmos ao Mercadão. Kaori fartou-se com a diversidade de frutas brasileiras oferecidas para degustação. Dividimos os deliciosos “Antigão” (sanduiche de pernil com especiarias), o “Preferido” (bolinho de bacalhau) e o “Famoso” (pastel de bacalhau).

A caminho do Terminal Rodoviário do Tietê, paramos para visitar a exposição de Mondrian no Centro Cultural do Banco do Brasil de São Paulo. Pra fechar o dia ainda fomos dar um “rolê” no Shopping Center Norte onde Seiko e Kaori puderam saborear o suco de açaí.

Encontrei novamente com Seiko, no sábado, seu último dia em terras paulistanas. Caminhamos pela região da Luz. Visitamos a Vila dos Ingleses, construída por Ramos Azevedo, em 1915, para abrigar os administradores ingleses que construíram a Estação da Luz. Dali seguimos para o Museu de Arte Sacra e o Quartel da Rota Tobias de Aguiar. (Polícia Militar de São Paulo).

A caminho do almoço, passamos pelo Jardim Japonês, instalado no Quartel General da Polícia Militar de São Paulo, almoçamos uma típica refeição paulistana por quilo. Após o almoço, Kaori se juntou a nós na visita à Pinacoteca do Estado e a Estação Pinacoteca (antigo DEOSP – Memorial da Resistência), onde puderam conhecer um pouco da história política do Brasil. Ainda fomos até a Estação Julio Prestes e Sala São Paulo, que infelizmente estava fechada.

Fechamos o dia, no Habbib`s da Avenida Ipiranga, saboreando comida árabe com suco de abacaxi.

Nesse mesmo dia, 6 de Fevereiro, Seiko e Kaori partiriam para o Rio de Janeiro à noite.

Foi muito bom conhecer e poder trocar experiências com as japonesas Seiko e Kaori. É o SERVAS proporcionando encontros inesquecíveis.


Registros dos momentos especiais por São Paulo

Hmmmm... Que delícia!!! Fica a dica...

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Para além da cultura e bondade dos brasileiros

Craig e Phillipa - Austrália


Um enorme alô e obrigado a todos os nossos maravilhosos anfitriões Servas no Brasil. Tivemos experiências proveitosas e fizemos muitos novos amigos. Phillipa e eu somos Servas por 24 anos, na Austrália, assim tem sido ótimo viajar com Servas e encontrar outros anfitriões.

Nós viajamos de barco de Tabatinga para Manaus e depois voamos para Olinda / Recife, onde encontramos nossos primeiros anfitriões, Vera e Lucilea, e seus maridos. De lá para Maceió com Roberto e Sandra, em seguida, para Salvador para se reunir com Neuma. Em Vitória, fomos recepcionados por Marilene; no Rio, ficamos em um hotel; em São Paulo visitamos Michel e Corinne. Conhecemos, em Curitiba, Cesar e Márcia, em seguida, os adoráveis Horácio e Jinjera.

Peço desculpas se escrevi qualquer nome errado, mas cada um que encontramos foi uma pessoa verdadeiramente linda e maravilhosa. A experiência Servas foi extraordinária, nós vimos muito mais que a cultura e a bondade dos brasileiros. Muito obrigada a todos pela sua maravilhosa hospitalidade e esperamos ver todos vocês, na Austrália, um dia, em breve.

Em paz e amizade,

Craig e Phillipa

Phillipa, Craig e Vera em Olinda - PE

No barco a caminho de Manaus -AM

Por do sol em Salvador - BA

Cataratas do Iguaçu - PR

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Austrália e Bahia: um contrato de amizade -


Neuma Dantas

O contato dos australianos chegou de forma diferenciada, eles já se referiam às recomendações de amigos da Colômbia. Confortante comprovar que a rede internacional de amizade dos servas está firme, um bom sinal nesses tempos difíceis de falta de solidariedade aos irmãos emigrantes.

Phillipa e Craig planejaram uma viagem pela América do Sul por um ano, entraram no Brasil pela Amazônia, passaram por Maceió e Recife chegaram a Salvador, dia 26 de setembro, final de tarde. Nessa mesma noite compartilhamos a agradável visita trocando informações sobre a Austrália e o Brasil, em torno de um jantar preparado com muito carinho para recepcioná-los.

No dia seguinte, um domingo de muito sol, levei-os ao Centro Histórico onde percorremos as ruas com seus coloridos casarios centenários visitando lojas, restaurantes etc. Passamos por pontos turísticos como o Elevador Lacerda que une as cidades Alta e Baixa e os primeiros palácios e igrejas do Brasil. O casal se encantou com a Igreja de São Francisco, toda adornada em ouro com detalhes ricamente talhados.

O Solar do Unhão, casarão do século XVII, abriga o Museu de Arte Moderna da Bahia. Aí participamos de um projeto de pintura em um painel gigante e apreciamos o por do sol em frente à Bahia de Todos os Santos. Fechamos o dia no bar/restaurante do Solar dividindo uma gostosa cerveja gelada.

No próximo dia caminhamos pela praia sob a brisa fresca, sem compromissos, somente trocando ideias sobre nossas vidas, família e preferencias. Aí já nos sentíamos amigos de longas datas que querem manter a amizade. Craig e Phillipa são participativos, inclusive na cozinha, educados e carinhosos. Ficaram as boas lembranças e as saudades do casal.

Recebi o convite e pretendo sim, conhecer a Austrália através dos amigos servas.

Neuma, Philipa e Craig

Desfrutando do por do sol em boa companhia

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Nordeste brasileiro: corações abertos para os Servas


Daniela Duarte e Alexandra Diechtiar - Uruguai

Olá! Somos Alexandra e Daniela de Montevideo, Uruguai. Estivemos viajando pelo nordeste brasileiro em maio de 2015, foi uma grande experiência Servas.

Ali fomos recebidas com todo o carinho de Neuma. Lá encontramos, por coincidência, com uma amiga do Servas França, Mauricette (Momo) Mazel, que também havia visitado nosso país, e com elas percorremos as belas ruas empedradas do Pelourinho no Centro Histórico. Ao voltar de Morro de São Paulo, pernoitamos com o casal José Dantas e Buena, com quem tivemos uma noite muito agradável.

Daniela, Momo, Alexandra e Neuma

Logo tomamos o voo para Recife onde Socorro e Sissi nos hospedaram. Através de suas mãos descobrimos uma cultura fascinante: gastronomia, música, danças e histórias que nos enriqueceram muito, além das praias de lindas águas. Com Ana subimos e descemos as ruelas de Olinda, histórica e encantadora cidade.

Também fomos à Maceió, capital de Alagoas. Ali não encontramos amigos Servas, mas em compensação conhecemos as variedades da bebida caipifruta.

Sentimo-nos muito felizes pela acolhida do nordeste brasileiro e de como não só nos abriram as portas de suas casas, mas também de seus corações para fazer de nossas férias uma experiência maravilhosa.

Muchas gracias a todos!

Sissi, Elda, Alexandra, Daniela e Socorro no famoso restaurante tipico Parraxaxá


quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Servas Nordeste do Brasil: exemplo de calor humano

 Marisa Contini - Uruguai

Sou membro do Servas Uruguai há 30 anos, portanto, eu posso dizer que tenho sido feliz por encontrar muitos anfitriões que me hospedaram todos esses anos, muitos dos quais tornaram-se ótimos amigos, dentro e fora do Servas. Tenho, desta maneira, uma grande família ao redor do mundo.
Ser recebida por membros Servas de Recife/Olinda (PE) e João Pessoa (PB), durante minhas férias de inverno, último julho, foi algo tão especial e proveitoso que nunca vou esquecer.

Eu conheci Severina (querida Sissi) em Montevidéu, no ano passado, talvez tenha sido ela que me inspirou a ir ao Brasil e viajar por sua região. O ímã que me presenteou também me atraiu pra visitar o Recife e o Nordeste. Desde o começo, ela me ajudou a conhecer outros amigos Servas. Nós trocamos e-mails por quase dois meses e graças a Sissi muitas portas se abriram para mim. Isso é muito mais que nós podemos esperar como viajantes Servas.

Senti que tudo me foi dado generosamente, minha viagem e aconteceu entre pessoas que mesmo sem me conhecerem foram muito abertas, isto não é comum, como se nós fôssemos amigos. Eles dizem que as pessoas no Nordeste do Brasil são realmente calorosas e eu penso que eles estão absolutamente certos.

Eu visitei e passei um tempo com pessoas relaxadas, simpáticas e calorosas, além de Sissi, com Socorro, Aninha, Anacleide, Fátima (irmã de Sissi), bem como Cristina e Áurea que vieram me conhecer. Aprendi algo de todas elas, de suas experiências de vida, da rica cultura nordestina, tão rica e diferente de outros lugares do Brasil. Espero ter deixado também algo de mim e da minha cultura. Elas serão sempre bem-vindas em minha casa e país.

Um GRANDE OBRIGADA e até uma outra oportunidade.

Saudações de paz e amizade em Servas.



Marisa e Ana em Olinda-PE

Marisa, Anacleide e Ana em João Pessoa-PB

Marisa e Sissi na Casa de Cultura - Recife-PE

Marisa e Socorro no Marco Zero - Recife Antigo

Socorro, Áurea, Sissi e Marisa

terça-feira, 14 de julho de 2015

Visita de chilenos a Santa Catarina

Dorly Schütz - SC

Em maio, o Servas SC recebeu a visita do simpático casal Javier Heusser e Christina Chalumeau de Santiago do Chile. Eles vieram conhecer as belezas de Florianópolis, onde Vania e Mateus os levaram para conhecer a Lagoa da Conceição, Praias Mole e da Joaquina, Santo Antonio de Lisboa, entre outros lugares. No almoço, em Ribeirão da Ilha, eles puderam saborear deliciosos frutos do mar.

Também tive o privilégio de recebê-los em Blumenau, onde lhes mostrei alguns pontos históricos e turísticos.
Ainda fomos a Pomerode que é considerada a cidade mais alemã do Brasil.
Adorei ouvir suas histórias de vida e viagens. Espero algum dia, em algum lugar, encontrá-los novamente.



Javier e Christina passeando em Floripa com Vania e Mateus


Javier, Dorly e Christina em Pomerode

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Momo em visita a Recife

Sissi Santana - PE

No mês de abril, o Servas PE recebeu a visita da amiga Servas França Mauricette Mazel, a Momo, como gosta de ser chamada. Momo viajou por vários estados do Brasil, numa grande jornada que teve início em dezembro de 2014, passando por Recife e Olinda em abril de 2015, onde conheceu e compartilhou momentos com as anfitriãs Luciléa, Elda, Áurea e Noemi. Também foi recebida pelas day hosts Vera, Ana Maria e Sissi Santana.

Vivenciamos momentos muito agradáveis como, mostra a foto que registrou um almoço improvisado na casa da amiga Áurea.



Luciléa, Momo, Jane, Socorro, Sissi, amiga de Áurea e Áurea

Momo, da França, relata sua viagem ao Brasil

Momo (Mauricette) Mazel - França

Estou terminando uma grande viagem que começou em dezembro em Minas Gerais, me levou pela Argentina e o Uruguay, e terminando em 11 de maio em Salvador. Foi maravilhoso voltar a ver as amiga(o)s Servas que já tinha conhecido numa viagem anterior e encontrar novo(a)s em meu caminho.

Gracas a ele(a)s descobri terras, cidades, tradições, comidas, culturas, músicas e danças que ainda nao conhecia, e acabei a viagem rica de sensações e de emoções.
Todo(a)s me ofereceram sua inteira confiança, sua hospitalidade e amizade, e me ajudaram muito na viagem.

Quero agradecer um(a) por um(a) pela sua generosidade :
- CAMANDUCAIA / MINAS GERAIS : Aderlice PINCERATO
- SAO PAULO : Yone e Jose dos SANTOS
- SAO LUIS DO MARANHAO : Cinthia AHID, Morena DINIZ LOPES, Cesar ARRUDA
- FORTALEZA : Michele e Alain LASCAUX
- OLINDA : Noemi NUNEZ, Vera LEITE, Ana BARROS
- RECIFE : Aurea GONCALVES , Elda MADRUGA, Sissi SILVA, Lucilea e Cisneiro DA SILVA
- MACEIO : Roberto e Sandra SANTOS
- SALVADOR BA : Lisa AGAFONOFF, Neuma DANTAS

O SERVAS é realmente uma grande e linda familia, que constroi a PAZ no mundo tecendo amizades alem de todas opiniões religiosas, politicas ou filosóficas.

Muito obrigada SERVAS BRASIL



A cativante visita da querida Marsha

Débora Didone - BA

Marsha é uma norte-americana na casa dos 60 anos, muito independente e curiosa pelo mundo. Já esteve em diversos países, incluindo a Índia, que tenho imenso desejo de visitar. Esteve aqui em Salvador, na minha casa, no período de pré-carnaval, pouco antes de seguir a Recife (boa escolha para os dias de folia!).

Adorei a energia de Marsha, uma pessoa completamente Servas, disponível para conhecer o estilo de vida de seus anfitriões e suas atividades. Ela foi muito presente em casa, conhecendo os sabores da Bahia preparados por meu marido Thiago (cozinheiro de mão cheia!), e esteve comigo em uma atividade dos Canteiros Coletivos, grupo de intervenção urbana do qual participo desde 2012. Fizemos uma roda de conversa no Parque Solar Boa Vista sobre feminismo, gênero, transgêneros, e ela ouviu tudo atentamente e, em um dado momento, colocou sua opinião em inglês -- mesmo sem falar português fluente conseguiu pegar maravilhosamente a linha de raciocínio que seguíamos na discussão.

E mais! Foi ao encontro vestindo a camiseta dos Canteiros Coletivos!

Marsha ainda teve a sorte de conhecer o bloco pré-carnaval De Hoje a Oito (o nome diz respeito a uma forma bem baiana de dizer "daqui a oito dias"), com todos fantasiados de índios. Ela fotografou sem parar os homens e as mulheres , todos muito lindos. Seguiu o bloco animada, feliz, dançante e admirada com o alto astral dos baianos. De fato foi um bloco bem bacana para conhecer o carnaval mais tradicional da Bahia, diferente da agressividade sonora dos trios em dias oficiais de festa.

Adorava quando ela pronunciava o nome do meu cão Zeus dizendo "Zus", que é como se fala esse nome em inglês. E quando ela se deitava na rede da sala para tirar um cochilo antes ou após nossos passeios. Deu para ver que se sentiu bem acolhida!

Conseguimos trocar boas ideias e impressões sobre a vida. Marsha trouxe à minha casa sua experiência de vida, compartilhou amenidades e acontecimentos de sua vida, filosofou sobre situações sociais, sobre casamento e relações. Foi uma visita curta, porém intensa e bonita, em que pessoas de diferentes faixas etárias, eu com 36 e ela com quase 70, conseguem compreender as riquezas que podem trocar.

Para encerrar, ela adivinhou a lembrança linda que poderia deixar comigo. Me deu de presente um saquinho de sementes de florzinhas laranjas nativas da Califórnia. Sem mesmo saber que eu fazia parte de um movimento de intervenção urbana de jardinagem em Salvador! Foi pura conexão. Estou tentando plantar as sementes, ainda não tive sucesso com as chuvas fortes caindo por aqui (as sementes são muito pequeninas e sensíveis). Mas assim que brotarem publico aqui.

Marsha, I miss you!



Marsha na roda de conversa sobre feminismo organizada pelo movimento Canteiros Coletivos


Marsha felizona no bloco pré-carnavalde Hoje a Oito

terça-feira, 7 de julho de 2015

Uma russa apaixonada pelos sabores do Brasil

Yara Silva - RJ

Elena é fotógrafa e veio da Rússia. Aproveitou a viagem pelo Brasil tirando fotos incríveis. Foi a Foz do Iguaçu, Pantanal, Ouro Preto, esteve com o pessoal de São Paulo e, no finalzinho de sua viagem, ficou alguns dias comigo no Rio de Janeiro. Curtiu muito! Fez todos aqueles programas turísticos de praxe: Cristo Redentor, Lagoa, Jardim Botânico etc. Tudo sozinha! Apenas com algumas orientações e caronas até um ponto mais próximo.

Mas o que adorou mesmo foram as frutas. Melancia, manga, açaí e mamão papaya fizeram sua cabeça. Gostei muito de estar com Elena, e vou lembrar sempre (além de suas fotos incríveis) das 'lembrançinhas' que levou em sua bagagem de volta para casa. Em seu mochilão, Elena conseguiu levar cachaça, pacotes de goiabada, água de coco e, pasme, um mamão papaya ainda meio verde. Já soube que chegou tudo direitinho, depois de dois dias de viagem.



Elena e Yara no Rio de Janeiro


A russa Elena em jantar oferecido pelo casal francês Corinne e Michel, anfitriões Servas em São Paulo, na companhia de Maria Fernanda e Ricardo