Paz e entendimento por meio de viagens e hospedagem
quarta-feira, 29 de abril de 2009
UM OLHAR SOBRE A PAZ (Concurso Servas Brasil)
Concurso
Um Olhar sobre a Paz
Amantes da fotografia, uni-vos! Dentro dos festejos do 60º aniversário do Servas Internacional, a organização no Brasil promove um concurso nacional de fotografias chamado “Um Olhar sobre a Paz”. A idéia é selecionar 12 fotos – que traduzam em imagens poéticas e criativas o que é paz – para compor uma exposição itinerante pelo país em 2010. Todos os membros podem participar, com exceção daqueles que farão parte do júri. Cada fotografia deverá vir acompanhada de uma frase ou um parágrafo de autoria do próprio participante completando a seguinte idéia: “Servas, para mim, significa...”. Apure sua sensibilidade! Integrantes que quiserem colaborar na organização da exposição em suas cidades serão bem-vindos – e isso não os impedirá de participar do concurso.
As 12 fotos escolhidas igualmente serão expostas na Assembléia Geral do Servas Internacional, a ser realizada em Mar del Plata, de 5 a 12 de setembro de 2009. E também serão exibidas durante a Cumbre Mundial de Paz – Bogotá 2009, evento realizado pelos Pacifistas sem Fronteiras, que terá lugar na capital colombiana de 1° a 4 de outubro deste ano.
Participe! Leia o regulamento e envie suas imagens para: servaspelapaz@gmail.com.
Regulamento:
1. O concurso
Para celebrar os 60 anos de existência do Servas, a organização promove em todo o território nacional um concurso de fotografias, das quais serão escolhidas 12 fotos para integrar uma exposição itinerante pelo país em 2010. As fotos poderão ser utilizadas para elaboração de itens Servas (calendário, camisetas, bolsas de tecido ou broches, gerando inclusive uma possibilidade de arrecadação de fundos para o Servas Brasil).
O tema da competição é: “Um Olhar sobre a Paz”. Valem tanto imagens de paisagens, objetos e seres vivos quanto fotografias de estúdio, desde que tenham autoria comprovada do participante.
O que significa paz? Como a paz se revela no cotidiano? Quais são as leituras possíveis da paz no dia-a-dia? Como a vida corriqueira transpira paz? Responda a essas questões por meio das fotos; deixe sua sensibilidade e sua criatividade guiarem você.
2. Participantes
Podem participar quaisquer membros do Servas Brasil, sejam eles anfitriões (cadastrados na lista de anfitriões de 2009) e/ou viajantes (com carta de apresentação válida). No momento da inscrição, devem indicar seu nome completo, idade, endereço, e-mail, telefone, que tipo de atividade desenvolvem na organização (anfitrião, day host ou viajante; neste último caso, é obrigatório indicar o número do selo em sua última LOI) e há quanto tempo pertence ao Servas.
São permitidas até cinco fotos por participante. Porém, no máximo duas poderão ser escolhidas entre as 12 melhores.
3. Sobre as fotos
O recebimento das imagens é exclusivamente eletrônico. Fotografias em papel devem ser escaneadas. As fotos devem vir no formato *.gif ou *.jpg, entre 72 dpis e 274 dpis (alta resolução), e os limites de peso aconselháveis são no mínimo 800 KB e no máximo 4 MB. Imagens com resoluções aproximadas também serão aceitas.
São permitidos ajustes de cor, brilho e contraste, mas não efeitos produzidos por computador.
Ao enviar a foto para o concurso, o participante reconhece e aceita este regulamento e autoriza o uso de sua imagem para os fins aqui descritos.
4. Datas e inscrição
O concurso terá início em 1° de maio e terminará em 31 de julho de 2009. Mensagens recebidas após esta data serão descartadas.
Para se inscrever, o participante deverá enviar suas imagens para o e-mail servaspelapaz@gmail.com. Importante: um e-mail para cada imagem. Para validar sua inscrição, o concorrente deve indicar seu nome completo, idade, endereço, e-mail, telefone, que tipo de atividade tem na organização (anfitrião, day host ou viajante – neste último caso é obrigatório indicar o número do selo em sua última LOI) e informar há quanto tempo pertence ao Servas.
Além das informações acima, a mensagem deve trazer a seguinte frase: “Servas, para mim, significa...”. Para cada imagem inscrita, uma frase diferente.
A votação ocorrerá até 25 de agosto, e os resultados serão informados por meio da lista YahooGroups, do blog Servas Brasilis (http://www.servasbrasilis.blogspot.com/) e de e-mails pessoais aos vencedores até o dia 31 do mesmo mês.
5. Júri
O júri do concurso será formado (1) pela Secretária de Paz do Servas Brasil, (2) pelo Secretário Nacional do Servas Brasil, (3) pelo SN do Servas Argentina, país-sede da Assembléia Geral do Servas Internacional, o arquiteto e fotógrafo Pablo Colangelo, (4) por um fotógrafo profissional convidado cujo nome será anunciado em tempo oportuno e (5) por um membro do grupo Pacifistas sem Fronteiras. Se houver necessidade, o voto de minerva será do Secretário Nacional.
Os membros do júri não poderão participar do concurso. No caso de impossibilidade de algum dos jurados, outro Secretário Nacional latino-americano será convidado a assumir a função.
6. Critérios
Os jurados levarão em conta:
> adequação ao tema: “Um Olhar sobre a Paz”;
> criatividade no tratamento e na abordagem do tema;
> qualidade da fotografia;
> sensibilidade;
> originalidade.
7. Premiação
Não haverá qualquer premiação em dinheiro ou bens aos vencedores, além de um CD com as 12 imagens escolhidas. Ou seja, cada participante cuja imagem for escolhida ganhará um CD com as 12 eleitas. As fotos vencedoras serão postadas, com os devidos créditos, no blog do Servas Brasilis e serão impressas de forma a integrar a exposição itinerante em 2010. Igualmente serão expostas na Assembléia Geral do Servas Internacional, a ser realizada em Mar del Plata, de 5 a 12 de setembro de 2009. E também serão exibidas durante a Cumbre Mundial de Paz – Bogotá 2009, evento realizado pelos Pacifistas sem Fronteiras, que terá lugar na capital colombiana de 1° a 4 de outubro deste ano. Em todos os eventos, as imagens serão devidamente creditadas.
8. Casos omissos
Qualquer caso não descrito neste regulamento será decidido entre o Secretário Nacional e a Secretária de Paz.
Se você tiver alguma dúvida, não hesite em escrever para servaspelapaz@gmail.com. Dúvidas e respostas de interesse comum serão publicadas aqui no blog Servas Brasilis: http://www.servasbrasilis.blogspot.com/.
Atenciosamente,
Maria Fernanda Vomero
-- Secretária de Paz, Servas Brasil
domingo, 26 de abril de 2009
lembranças de Villa de Leyva 2009 -- II
(1) A assinatura da declaração, em Iguaque, coroando o encontro. Um representante por país: Judith (Peru), Jaime (Colômbia), Mafê (Brasil), Magdalena (Paraguai), Hector (México), Pablito (Argentina); (2) Os jovens colombianos Javier, Paola e Alejandro, mais o argentino Pablito.
(1) A caminho de Iguaque, desde Villa de Leyva: Jaime, Carmiña, Octavio Jr., Mafê, Alva, Rita (Servas Bélgica), Pablito, William (Colômbia), Hector (Servas México e coordenador do Servas América Central). Agachados: Fabián Trejo (SN do México) e Magiarí. (2) O casal coordenador do Servas Paraguai: Rafael e Magdalena (brasileira), moradores de Ciudad del Este.
(1) No aeroporto: Mafê, Camilo Torres, Octavio Morales Jr. e Paola Cely; (2) Ana Eugenia, de Rosário, Argentina, com Alvany Santiago, de Petrolina, em Tunja, a caminho de Villa de Leyva.
lembranças de Villa de Leyva 2009 -- I
Da esquerda para a direita:
(1) O argentino Pablo Chufeni, coordenador do Servas Youth, e Magiarí Diaz, da Venezuela; (2) Alvany Santiago, coordenadora do Servas-Pernambuco, a anfitriã colombiana Elza Rodrigues, e Maria Fernanda Vomero, secretária de paz do Servas Brasil.
(1) O colombiano Javier Solis (Seykwa), primeiro indígena oficialmente membro Servas, e Pablo Colangelo, SN da Argentina; (2) Encontro com o cardeal de Bogotá: Gary Sealey (presidente do SI), Jaime Romero (SN colombiano), e as peruanas Teresa (ao fundo) e Carmen (de costas).
(1) Cantoria noturna: a dupla colombiana Jaime & Fanny; (2) Mafê Vomero, do Servas Brasil, com Gary Sealey num dos dias de passeio.
Villa de Leyva 2009, um breve relato
O que se sente quando se está dentro das partículas que desencadearam o Big Bang? Em termos físicos, a resposta exigiria um exercício incomum de abstração e fantasia. Mas, surpreendentemente, tive uma experiência prática, real, concreta, que se assemelha muito a uma possível vivência do feito que originou o universo: o primeiro Encontro Servas Latino-Americano, realizado em Villa de Leyva, Colômbia, de 5 a 11 de abril de 2008. Como uma concentração bonita de energia criativa e criadora em prol da paz, do respeito e da amizade, o encontro nos proporcionou o sentimento intenso e genuíno de que: sim, é possível construir um mundo mais digno e mais inclusivo, e que todos nós presentes podemos ser também “partículas promotoras” da esperança e de atitudes concretas e verdadeiras, pequenas ou grandes, voltadas para o Outro, para os outros, além-umbigo, além-preguiça, além-medo.
Estiveram presentes muitos anfitriões colombianos – gente lindíssima, acolhedora, perseverante e alegre – e representantes da Argentina (Pablo Colangelo, Pablo Chufeni, Ana Eugenia), do Brasil (Alvany e eu), do México (Hector e Fabián), do Peru (Judith, Carmen, Teresa Li, Marta, Consuelo), do Paraguai (a brasileira Magdalena e seu marido Rafael), da Venezuela (Magiarí Diaz), da Bélgica (Rita e Luc) e do Canadá (Martin). Contamos com a presença imprescindível do canadense Gary Sealey, presidente do Servas Internacional, homem boníssimo, aberto, afável e generoso. Destaco também a participação do primeiro indígena latino-americano a integrar oficialmente o Servas latino, Javier Torres Solis – ou Seykwa, em seu idioma aruhaco –, morador da Sierra Nevada, no norte colombiano.
O encontro de Villa de Leyva foi um passo adiante na reunião de Eldorado, província de Missiones, na Argentina, ocorrida há dois anos e da qual participaram Roberto Borenstein e Márcia Beatriz. Eldorado foi o primeiro encontro sul-americano e lançou as bases (e as motivações, as diretrizes) para o nosso momento “Big Bang pela paz” deste ano.
Apresentamos a situação de nossos grupos nacionais, encontramos similaridades e dificuldades comuns e aprendemos uns com a experiência dos outros. Houve belos momentos de reflexão e de pura sensibilidade – a exemplo da manhã em que houve a leitura da declaração do encontro (11/04, em Iguaque), antes que todos a assinássemos, momento definido pela jovem colombiana Paola Cely como “uma verdadeira aula de história sobre o nosso continente e nossa gente”. Ainda sabemos tão pouco sobre nossos vizinhos, mas já sabemos tanto, tanto. Que aprendizado!
Alvany e eu saímos motivadas para não só partilhar com vocês as discussões como também pôr em prática a decisão de injetar ainda mais ânimo, motivação e atividades no Servas Brasil. Ambas fazemos parte do grupo criado por Gary e Martin de “treinadores para o treinamento de paz”. Gary, com apoio de Martin e de outros membros internacionais, desenvolveu um “curso” de sensibilização para a cultura de paz e nós duas nos dispusemos a aplicá-lo aqui no Brasil. Trata-se de uma vivência presencial – por isso, nós todos precisaríamos pensar com carinho na viabilização de um encontro nacional no Brasil, ou ao menos, de dois ou três encontros regionais (Norte-Nordeste; Centro-Oeste e Sul-Sudeste). Algo que saia de uma troca simpática de mensagens e resulte em feitos concretos, com data, lugar e participação – essa última... fundamental.
Foi um consenso no encontro que queremos ser fatores de mudança concreta e ativa no mundo. Que recuperemos os valores originais do Servas, as sementes lançadas por Bob Lutweiler e tantos outros. Volto a falar – agora expressando minha opinião pessoal – que estar presente na própria vida e no momento presente é fundamental para a plenitude de ser humano. Ir além de ser mera rubrica numa lista, ou um borrão na história.
Que o encontro em Villa de Leyva possa repercutir nos corações mundo afora como um verdadeiro e belo Big Bang pela paz, um compromisso não só dos participantes de "corpo presente", mas de todos os servianos. Adiante, companheiros!
Maria Fernanda Vomero,
Secretária de Paz -- Servas Brasil/ São Paulo - SP
(Leiam a crônica em espanhol: http://diariodeloricapitu.blogspot.com/2009/04/cronica-colombiana.html)
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
3° Encontro Internacional do Servas Youth, em Istambul (De 19 a 26 de julho de 2008)
Me desculpem pelo atraso no envio desta segunda mensagem. Os dias foram bem agitados durante o encontro internacional em Istambul, que terminou sem lágrimas e sem velas, mas com fitas amarelas de esperança, no sábado 26. Perdoem também a falta de acentos, escrevo de um teclado turco, aqui no Chipre, para onde vim por pura curiosidade, seguindo o chamado de meu coração logo apos ter assistido ao documentário sobre o qual comentei na mensagem anterior. Deixei Istambul com lágrimas nos olhos de saudade -- nao so' da cidade que ja' me acolheu três vezes, mas principalmente de todas as pessoas lindas que conheci nos sete mágicos dias de encontro. Estou viajando por diferentes países do globo, durante sete meses, numa tentativa de compreender o mundo em que vivemos e os enroscos de nossa realidade. Minha opção por zonas de conflito ou de questões sociais e ambientais prementes foi consciente; meus olhos estão ávidos por explicações. E meu coração segue colhendo os pedaços de mim mesma, como humana e gente, pelos lugares todos, proporcionando-me uma indescritivel jornada interior. Assim, o encontro de Istambul foi um alento, um invento, um impulso e um fluxo. Ter conhecido pessoas incréveis, vindas de recantos tão diferentes, contudo todos com a mesma chama e grandes sonhos, me encheu de esperança e de fé. As conexões se criaram, projetos foram esboçados e agora cabe a nós, servianos, abraçarmos a causa da paz na prática, no aqui e no agora.
Assistimos emocionados a um curta-metragem no Youtube com uma entrevista realizada pelo Servas Japão com Bob Lutweiler, fundador da organização morto este ano. Entre outras coisas, Bob falava que nao podemos perder a essência do Servas, a construção da paz por meio da partilha entre anfitrioes e viajantes. Servas é mais que dois dias de hospedagem; trata-se de um instrumento poderoso para a compreensão do Outro, para a amizade verdadeira. So' nao lhes mando o link porque o youtube esta' proibido na Turquia, em virtude do uso mal-intencionado de vídeos contra Atatürk, o fundador da republica, por radicais islâmicos que querem que o país se torne um Estado religioso mulçumano. Alias, esta é uma das questões com as quais a Turquia lida atualmente, alem do problema com os curdos (voces souberam do atentado no domingo 'a noite?) e da posição quanto ao Chipre. Busquem no youtube Bob Lutweiler e "sjtomioka", o nick do rapaz que postou o vídeo. Muitas ideias brotaram no encontro, especialmente quanto 'a juventude. Falamos da promoção do Servas e da integração dos membros em cada país. O que nos atrai no Servas? Comentamos o SYLE e refletimos sobre tópicos relacionados aos jovens: o projeto Música pela Paz, a criação e manutenção de um website, a necessidade de voluntários engajados, a criação de espaços de interação. Falamos também de redes de solidariedade, como minha sugestão de criarmos uma lista de instituições humanitárias, ambientais ou sociais e ONGs, nas quais os membros locais estejam envolvidos, para oferecer aos viajantes que desejam se engajar como voluntários por um periodo. Porque, de novo, precisamos resgatar os princípios basilares do Servas: estudo, trabalho e viagem. Estamos esquecendo de que chega um momento em que é preciso dar um passo além. Bacana conhecer estrangeiros; com o CouchSurfing e o Hospitality Club isso também é possivel. Mas e daí? E então? E depois? E que mais?
Nossas noites 'a beira do lago foram cheias de poesia e afeto. Grandes amizades se firmaram, alguns romances começaram la' tambem. Na sexta 'a noite, na cerimônia de encerramento, tivemos lindas apresentações. O grupo indiano se apresentou, vestido a caráter, mostrando as danças tipicas de cada estado daquele formoso e encantador país. Magi, a venezuelana que esta' viajando pela Europa como parte de sua pesquisa humanitária, tomou seu "violão venezuelano" (o nome me escapou) e se pôs a cantar tal e qual Janis Joplin nos idos dos anos 60, emocionando as gentes todas. Quatro jovens turcos, liderados por Ozge, também nos proporcionaram momentos de pura música, deleite e poesia. Os egipcios mostraram sua dança tipica. E eu com meu amigo turco Jaki, amigo Servas de outros carnavais, entramos em cena como clowns para contar uma história de que a solidariedade é possivel mesmo com as diferenças todas. Tudo foi tão bonito...
Resumo do que se falou
Alguns dos temas que foram discutidos no encontro:
1. SYLE – Servas Youth Language Experience: Uma bem-sucedida experiência promovida pelo Servas Youth em distintos países. Depoimentos da venezuelana Magiari Diaz, que fez o programa na França, e da brasileira Maria Fernanda Vomero, que foi recebida pelos integrantes do México. (O Servas Brasil, por meio dos anfitriões de São Paulo, tem sido um dos mais ativos).
2. “PAZ PRÁTICA” – Servas & voluntariado: Termo introduzido pela inglesa Ann Greenhough, do Servas britânico, “paz prática” faz referência às formas concretas e cotidianas pelas quais viajantes e anfitriões Servas possam fomentar a paz em suas comunidades. A idéia é agregar à hospitalidade a possibilidade de envolvimento comunitário por meio do voluntariado. Assim, os anfitriões Servas podem oferecer a seus visitantes uma participação direta em causas que ambos considerem valiosas. Magiari contou sobre sua participação no PAFRAS (Positive Action for Refugees & Asylum Seekers), realizado em Leeds, na Inglaterra, com apoio de Ann.
3. REAVIVAR O ESPÍRITO SERVAS: Foi um consenso: infelizmente, os princípios de trabalho, estudo e viagens com os quais o Servas foi fundado estão se perdendo. O atrativo da mera hospedagem tem sido mais presente que os pilares propostos por Bob Lutweiler. Como sair desse marasmo em que o Servas se encontra?
4. COMO ATRAIR MAIS JOVENS? É fato que o Servas vem envelhecendo e tem encontrado dificuldade em atrair mais membros jovens, talvez por conta de algumas dificuldade que a própria estrutura da organização apresenta. Algumas sugestões para cativá-los:
* Digitalizar as listas e disponibilizar acesso seguro e confidenciar delas na Internet;
* Permitir que os jovens possam ser entrevistados em qualquer país, durante uma viagem, desde que venham recomendados por um membro ativo de Servas e sejam entrevistados por integrante local;
* Possibilitar que os jovens entrem na organização somente como viajantes e, se está dentro de suas possibilidades, como day host.
* Desenvolver atividades e reuniões a fim de estimular a participação da juventude.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Uma estreia inesquecível
A anfitriã Gabriela, de Perugia, entre Alva e Caio; à dir., os dois com o anfitrião Enrico, de Veneza, e o amigo brasileiro também chamado Enrico
O destino da primeira viagem de ALVANY MARIA DOS SANTOS SANTIAGO com o Servas foi a Itália. Che fortuna, tutti buona gente!
Conheci o Servas por meio de um amigo francês, quando planejava uma viagem para a Itália e a Espanha a fim de comemorar o aniversário do meu filho Caio, de 20 anos (graças a Deus, ele aceitou viajar comigo em vez de fazer outro mochilão com os colegas da USP no meu carro!). Minha mensagem solicitando informações foi logo respondida pelo Secretário Nacional, Roberto Borenstein. E, em junho de 2008, durante uma reunião dos membros de São Paulo, passei por uma entrevista e comecei a integrar a organização.
Depois de enviar vários e-mails aos membros italianos sem obter resposta, resolvi escrever para a coordenadora regional de Lazio, Vittoria Giardi, que me indicou duas anfitriãs. Liguei para Pina di Maio, que nos recebeu em Roma. Foi ótimo chegar a uma terra estranha e encontrar um rosto “amigo” nos esperando no metrô, além de poder contar com a sua hospitalidade e as boas conversas durante os jantares. Num deles encontramos Marcella, filha de Pina e fã incondicional de “Salvador da Bahia”, cidade que já visitou várias vezes e na qual alugou uma casa. Conhecemos Cicina, outra anfitriã Servas, com quem partilhamos uma deliciosa pizza. E também estivemos hospedados com a própria Vittoria por dois dias.
Foi surpreendente a acolhida que recebemos. Enquanto eu e Caio passávamos os dias empolgados com a magnificência de Roma, nossas novas amigas planejavam nossa viagem pela Itália ou nos preparavam uma deliciosa comida. E, sempre que podiam, nos davam carona.Depois de Roma, visitamos as cidades medievais de Perugia e Spoletto, e ficamos hospedados com Maria Gabriela, simpática anfitriã recomendada por Vittoria. Aprendi a fazer tortilla de cebola com ela! Em Veneza, foi a vez de Enrico Mancuso – indicado por Pina di Maio – nos hospedar. Que agradável estar com Enrico e seus amigos, além de experimentar Spritz (uma bebida muito forte para mim, que quase não bebo)! Depois, seguimos para Espanha, mas, apesar do empenho de Pina em localizar um anfitrião, nos hospedamos em hotel, como já havia acontecido em Florença.
Caio e eu ficamos impressionados com o carinho do Servas Itália. Foi gratificante conhecer o país tendo contato com as pessoas, a cultura e o modo de vida de lá. Para mim, o Servas se revelou uma ótima forma de fazer novos amigos e de viajar por meio do convívio com os moradores do local. Agora fico na expectativa de receber o primeiro hóspede em Petrolina (PE) & Juazeiro(BA)!
Alva, Pina Di Maio, Cicina, Vitoria e Caio provando as delícias da culinária italiana em Roma
Em Pinda, para celebrar os 60 anos do Servas
Um brinde ao Servas sexagenário!: Da esq. à dir., Luci, Andrea, Fabio, Marita, Mafê (agachada), Alice, Tom (à frente), Roberto, Wellington e DecaNa sexta-feira, os primeiros a chegar a Pindamonhangaba foram o casal Wellington e Maria Alice, Tom e Luci. Recebidos por Fábio e Marita, eles deram início às atividades com uma visita à cidade, onde puderam conhecer o Museu Municipal. No sábado pela manhã, juntaram-se ao grupo os demais participantes. Da casa de Fábio e Marita na cidade, após os primeiros papos da chegada e já preparados para o almoço, dirigiram-se todos em comboio para um local ao pé da Serra da Mantiqueira. Com trutas pescadas na hora dispostas em uma grande mesa, todos compartilharam a refeição e puderam ali, ao redor da mesa, aproximar-se. Alguns só se conheciam por e-mail, outros não se viam há anos e outros ainda, como eu, tinham ali a oportunidade de se confrontar e se confortar com muitos novos rostos e vozes.
Comboio perdido – Depois do almoço, mais uma vez em comboio, o passeio seguiu para Nova Gokula, uma área mantida por representantes da religião Hare Krishna. Embora chuviscasse, o clima continuava caloroso. A busca pelo sorvete perfeito, uma das iguarias comercializadas em Nova Gokula, deixou espaço para conversas com moradores da comunidade Krishna, reflexões sobre religiosidade, fé, caminhos. Os descaminhos tomaram parte na saída da comunidade, momento em que os carros do comboio perderam-se (ou melhor, dois dos três carros perderam-se do seu guia). O hilário momento, no qual esperar na estrada era a única alternativa, não tirou o humor e ainda permitiu um aliviado reencontro.
Aproximadamente meia hora de estrada sinuosa e paisagem muito verde e chegamos ao recanto que Fábio e Marita nos reservavam. O sítio do casal, nosso abrigo daquela noite e do dia seguinte, foi um verdadeiro presente. Do deque onde deitados em confortáveis redes podiam ver o rio que corria, Débora e Mafê aproveitaram para meditar um pouco. Outros também passaram por ali para contemplar, silenciar, aquietar. O convite para conhecer a cachoeira – sim, ainda havia uma cachoeira – atiçou o espírito de alguns. Débora, Roberto e Lílian, além , mais uma vez, dos incansáveis Fábio e Marita, lançaram-se à água gelada. As outras mulheres, sentadas na beira do rio, sentadas sobre cangas, mais pareciam personagens de um quadro bucólico-tropical. A exuberância fantástica do lugar anunciou a chegada da noite com o agito do preparo do jantar. Agora, era a hora de ir para a cozinha.
Tom mostrou sua imensa habilidade de chef, coordenando os trabalhos e dando um toque especial à salada. O macarrão ao sugo teve ainda o toque das mãos habilidosas de Maria Alice e Marita. A cozinha, cumprindo seu papel de espaço gregário, ficou pequena para tanto vai e vem, conversas múltiplas. A vitrola ganhou o seu vinil e a celebração ficou assim, com um clima de festa. Um brinde completou o momento.
Noite de João Gilberto – Ainda nesta noite, todos foram agraciados com o relato de viagem da Mafê, uma tocante descrição de como encontros com o outro são capazes de nos transformar e nos encher de inquietude. Quando Mafê falou sobre um menino palestino que conhecera, cheio da beleza do espírito humano, de resistência de quem quer existir e se expressar, a comoção singela chegou a todos como um abraço. E a noite continuou com muita música boa e uma verdadeira ode à música brasileira e um dos seus gênios, João Gilberto. Na mesma noite despediram-se do grupo Tom, Maria Alice, Wellington e Luci, que retornaram a Pinda de onde, na manhã seguinte, partiriam para suas casas.
Na manhã de domingo, Débora, Mafê, Andréa e Roberto compartilharam cafés e chás trocando muitas idéias sobre como criar suportes e mecanismos para a manutenção e a expansão do Servas no Brasil. Descanso, mais rede, mais papo, uma passada em Pinda e hora de partir. Para esta que vos escreve e mais uma vez se apresenta, uma experiência acalentadora e revigorante, capaz de restituir aquela frágil parcela de fé nas pessoas e no que os encontros de diferenças podem proporcionar. Quando dois querem, dois trocam. E o mesmo pode acontecer com mais de dez. Esteja o conflito eminente ou não, concorde-se ou não, compartilhe-se ou não dos mesmos pontos de vista. O desafio do convívio é fascinante. Gratidão grande por integrar esta rede e desejo de ingressar nela de fato.
Assim se iniciaram as comemorações pelos 60 anos de Servas, no encontro em Pindamonhangaba, interior de São Paulo. Um pontinho concreto e reluzente na construção da paz.
REVELANDO O MUNDO
Fiquei tocado com a mensagem de agradecimento de Virginie Leveque, uma viajante da Guiana Francesa que esteve em São Paulo no ano passado, depois de rodar durante seis meses pela América Latina. Virginie foi recebida por integrantes do Servas e do Hospitality Club, e citou o nome dos anfitriões de todas a cidades onde ficou, referindo-se a cada um com uma palavra de carinho. O estado de Fortaleza, a cidade de Pomerode, a capital de Buenos Aires, os amigos Consuelo, Eduardo e Rebeca, entre tantos outros lugares e pessoas, foram minuciosamente lembrados. Para Virginie, a América Latina revelou surpresas. Abriu-lhe os braços. É assim que o Servas precisa continuar existindo. Revelando o mundo a seus participantes. E fazendo com que nos revelemos para o mundo.
-- Roberto Borenstein,
Secretário Nacional
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Bentornata e transformada! SYLE 2008 no sul da Itália
Minha emoção começou quando o argentino Pablo Chufeni, responsável internacional pelo programa jovem do Servas, confirmou minha presença no SYLE italiano. Cheguei a chorar ao ler o e-mail! Para quem pensava em viajar para a Europa em dois ou três anos, a idéia foi bem adiantada. De repente, me vi com dois meses pela frente antes de atravessar o Atlântico.
O Servas oferece a oportunidade de conviver com pessoas que querem dividir sua casa, a convivência familiar e o modo de vida. Mais do que isso, o SYLE oferece um mergulho pelas cidades e a cultura de cada lugar visitado na companhia de moradores locais. É também por causa desse perfil não turístico e pela proposta de conhecer lugares não famosos nos guias de viagens internacionais que estive em Bari.
Como meu vôo estava marcado para chegar em Roma, não pude resistir a conhecer um pouco dessa cidade fantástica, encravada no meio de (e sobre) prédios e ruínas milenares. Por quatro dias, fui acolhida como uma filha na casa de Francesco Tosetto e Patrizia Amore, que moram em um bairro lindíssimo, cheio de árvores e grandes casas. Tivemos um ótimo jantar com seu amigo e vizinho argentino, quando conversamos sobre cinema brasileiro e a origem da língua portuguesa.
Saindo do aeroporto, meu primeiro café da manhã na Itália, com Fabrizio
Na companhia de Fabrizio Sforna, meu primeiro professor de italiano (afinal, foi ele quem me ensinou as primeiras palavras, as primeiras falas e as frases não tão básicas que eu já tinha aprendido em um livro de italiano que um amigo emprestou), fiz passeios noturnos pelo centro histórico de Roma. Comemos panino e bebemos birra (cerveja), que é para não perder o costume. Mas também admiramos juntos a bela paisagem dos recantos romanos, como a isola Tiberina, situada no meio do Rio Tibre, à noite. Fabrizio é um apaixonado por sua cidade, o que facilita um desfrute ainda melhor da viagem. Sentirei falta do suntuoso Coliseu, do extravagante Panteão e das ruínas do Fórum Romano.
Assim que cheguei em Puglia, onde passei três semanas para realizar as atividades programadas para o SYLE, passei o primeiro fim de semana em Polignano e Mare, a cidade do músico Domenico Modugno (da música “Volare ôô, Cantare, ÔÔÔÔ!”), cheia de pequenas ruas, belos prédios de pedra branca e uma vista diviníssima para o mar Adriático, cada vez mais próximo do Mediterrâneo. Estive hospedada na casa de Angela Pirrera e Franco Torres, um casal muito simpático. Angela é inglesa, mas vive há mais de 30 anos na Itália. Ela me ensinou a tomar chá preto com leite. Amei! E também faz uma torta de maçã dos deuses. Inesquecível! Bem, ali começou a comilança italiana. Pão, diversos tipos de queijo, saladas variadas e peixe fresquinho, recém-pescado por Franco, que levantava às 4 horas para ver o sol nascer no seu barco “Inglesina”. Na volta à Bari, nos encontramos com Francesca na casa de Orazio Leggiero, namorado de Lavinia Cozzi, que ofereceu um almoço. Mais e mais comida. Delicioso!
Francesca, minha disciplinada mamma italiana, entoava seu mantra budista todas as manhãs, ao lado meu quarto
Tive dias memoráveis com os Servas de Puglia. Roberto Capezzuto foi meu professor oficial de italiano durante duas semanas, todas as manhãs. Francesca Anaclerio, a organizadora do SYLE em Bari – e também minha mamma italiana, que não me deixava sair de casa com os cabelos molhados --, preparou um jantar para me receber, cheio de amigos de diversas partes do mundo, como Cuba, Irlanda e Argentina.
O povo não parava de ligar para a Francesca para me fazer convites. Geralmente, incluíam comer! Anna Ravalese preparou um almoço em sua casa, situada perto do mar barese. A jornalista Filli Albenese me apresentou o centro histórico de Bari, onde visitei um dos castelos medievais construídos por Frederido II. A jovem Valeria me levou para um vilarejo chamado Torre e Mare, onde conheci sua família, e depois para um jantar com seu namorado Mirko e amigos. Provei da boníssima pizza napolitana-baresa da Casamassima, um outro vilarejo.
A agenda cultural foi intensa. Assisti ao ensaio do grupo musical Farauala, que preza pela voz como instrumento musical e valoriza diferentes idiomas e dialetos. Duas das cantoras estudam a língua portuguesa. Acompanhei também um concerto de música clássica na Basílica de São Nicola, patrono de Bari e também inspirador de Santa Claus, o nosso Papai Noel. Estive também na Pinacoteca da cidade com Capezzuto e assisti a dois filmes sobre a pizzica – uma dança tradicional salentina muito praticada no verão – com a brasileira Carolina Borghi. Ela me fez conhecer o Osservatorio Sud, uma associação que se ocupa de estimular os cidadãos comuns a pensar e discutir soluções para o uso racional da água em Bari.
Com Alicia em Alberobelo, em frente às trulli, casas agrícolas feitas de pedra
Durante um fim de semana em Carovignio com a conterrânea Alicia Kostenbaum – que nasceu na Argentina, mas viveu durante 25 anos no Brasil e agora vive há três na Itália – tive um dos meus melhores jantares: uma mesa plena de antepasto, com beringela, queijos, saladas, carnes e, é claro, um vinho para acompanhar. Também passeamos por Ostune, a cidade branca, e Alberobello, onde há as trulli, pequenas casas medievais em formato de cone, feitas de pedra. Provavelmente, eram moradas de agricultores. O senso de humor latino americano de Alícia me deu saudades do Brasil.
Carlo e Marina, meus avós italianos. Ativíssimos, vão todos os dias à universidade
Marina Boccianti e Carlo Battista foram meus avós italianos! Lindos, carinhosos e interessados na cultura brasileira. Durante uma semana, desfrutei de deliciosos almoços, com massa, minestrone, azeite de oliva, pães e queijos e vinho, tudo organizado pela talentosa Marina. Tivemos conversas animadas sobre culinária, costumes e política. Graças à paciência do meu “bravo” professor Roberto, pratiquei o italiano com todos os meus anfitriões (e todos eles me ajudaram muito, sempre me corrigindo e ensinando novas palavras!).
Em uma cidade famosa pela arquitetura barroca, Lecce, situada no taco da bota do mapa italiano e também em uma região conhecida como Salento, vivi a simplicidade bucólica do campo hospedada em uma masseria (casa agrícola típica da região nos anos 1700, grande e situada em meio a vastos terrenos e plantações). Nela, moram o casal Cecilia Mafei e Stefano Todisco. Ela, atriz; ele, musicista, têm a casa sempre cheia de amigos, poesia e música. Como fazia muito frio e chuva no fim de semana, acendemos duas lareiras para esquentar a imensa masseria. Também participei de um almoço tradicionalíssimo no sul da Itália, com as vovós, os filhos e os netos, em uma mesa enorme. Ao todo, em cerca de 30 pessoas.
Celícia me apresentou seu grupo de teatro e o diretor alemão, que fala muito bem o italiano. Também estive com Cecilia e Stefano em uma festa cheia de artistas, para comemorar o aniversário do espaço cultural onde fica o grupo de teatro dela.
Com Stefano, Cecilia e Caroline, minha amiga francesa
Os dias em Lecce foram muito especiais também porque pude reencontrar uma amiga francesa Caroline Capgras, que conheci durante minha viagem na Amazônia, no ano passado. Ela fez a trajetória Orlèans-Paris-Bari-Lecce especialmente para me ver. E foi muito bem recebida por Francesca, Cecília e Stefano, que quiseram conhecê-la e convidaram-na para ficar comigo quando falei de sua vinda. Foi um gesto muito generoso (sem palavras...).
Conheci Gallipoli, uma cidade de nome grego situada próximo a Lecce. Na volta para Bari, parei em Brindisi para mais um concerto de música clássica. E para fechar minhas três semanas em Bari com chave de ouro, organizamos uma noite brasileira, onde fiz uma pequena mostra das minhas fotos da Amazônia, com direito a tradução simultânea! Tive mais um jantar na casa do meu último anfitrião, Roberto Capezzuto, antes de embarcar para Catânia, na Sicília.
Roberto Capezzuto, Valentina (abaixo) e Heloísa! Sua linda família. O Gabrieli, de três anos, já estava dormindo. Esse menino sapeca corrigia o meu italiano com muita propriedade!
Laura Licari, outra jovem Servas, organizou também um jantar de boas-vindas em Catania. O povo do Servas marcou presença! Isso que eu só ficaria por lá por um fim de semana! Na companhia de Laura e seus amigos, conheci o centro histórico de Catânia, as ruínas datadas de a.C., os castelos medievais e a vista inesquecível para o Mar Jônico, um braço do Mar Mediterrâneo. No domingo, subimos cerca de mil metros do vulcão Etna (são mais de 3 mil metros, no total), de carro e a pé, para ver mais de perto seu pico branquinho de neve.
Com a turma do Servas da Sicília, no jantar de boas-vindas. Eu e Laura, logo à frente
Em meu último dia na Itália, que seria dentro do aeroporto de Roma por praticamente 10 horas, uma surpresa: Fabrizio, meu primeiro professor informal de italiano e grande companheiro de passeios, me pegou no aeroporto para almoçar. Passamos a tarde juntos, comemos pasta com frutos do mar e conversamos muito em italiano. Fiquei feliz porque, desta vez, Fabrizio me compreendia bem e não precisou usar o inglês. Nem eu!
Gostei muito de ser convidada para participar do primeiro SYLE na Itália. Estive muito longe do meu país, mas próxima de pessoas queridas, que me trataram como uma velha amiga. Agradeço à Francesca Anaclerio, sempre disponível e afetuosa, pela impecável organização do SYLE. Também sou grata à Lavinia Cozzi, que me levou de lá para cá com seu carro nos momentos que foram necessários; ao Roberto, pelas duas semanas intensas de lição de italiano; à Carolina, que conseguiu um belo lugar para fazermos a última “serata” italiana, com a exposição de fotos; e a todos os meus anfitriões, pela belíssima receptividade durante o SYLE.
Novembro de 2008 permanecerá na minha memória como uma das melhores experiências de vida, de troca de conhecimentos e de aceitação do outro. Espero por todos no Brasil, de braços abertos!
Grazie!
Débora Didonê Sanches, São Paulo, Brasil


