Paz e entendimento por meio de viagens e hospedagem
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Servas Congress Blog
Divulgue: http://servascongress.tumblr.com/
Inscreva-se: brazil@servas.org
sábado, 21 de agosto de 2010
Brasil e Austrália
Alvany Santiago, Secretária Nacional, fez um encontro produtivo com Norma Nicholson e Gwen Gregg, respectivamente, Secretária Nacional e Secretária da Paz do Servas Austrália. Além da oportunidade de construir uma nova amizade, foram discutidas ações para o Dia Mundial da Paz, que devem ser realizadas em 21 de setembro de 2010 e, neste ano, focam a juventude e outros temas ligados ao Servas em ambos os países - é o caso da elaboração do regimento do Servas Brasil. " Fiquei impressionada com a organização do Servas na Austrália", disse Alvany.
Servas Bahia sedia o Servas South American Congress 2010
O Servas Bahia se prepara para o evento, com duas atividades paralelas: Encontro de Jovens Servas da América do Sul e Encontro Servas Brasil 2010.
O encontro três-em-um inclui, também, uma exibição de artes: mostra fotográfica, de pinturas e artesanato (mais informações sobre possibilidade de participação com Silvana Teixeira, no e-mail svtnana@yahoo.com, e Martha Almeida, no telefone (71) 3336-0187).
Clique aqui e conheça a belezura do Sesc Piatã.
Tá esperando o quê? Inscreva-se enviando e-mail para brazil@servas.org já e participe de mais um encontro inesquecível do Servas!
domingo, 25 de julho de 2010
Servas Rio: uma reunião aprazível!
Fica na R. Aprazível em Santa Tereza, nada mais adequado do que o nome. O lugar é lindo, com varandas e árvores e a vista da cidade aos nossos pés.
A Andréa, de São Paulo, nos presenteou com uma torta maravilhosa da Mr. Torta, e aproveitamos para comemorar o niver da Madel, que nos contou parte de sua viagem à Europa, pela primeira vez viajando como Servas.
Rimos muito com todas as peripécias: Madel sabe como ninguém contar divertidas histórias a partir dos piores momentos. O Pedro foi apresentado a todas as moçoilas presentes, e é agora um novo Servas.
Eliza levou uma amiga que também se interessou, a Lídia. E a Ionilda levou as cervejinhas para quem fosse chegadinho num goró. Mas a maioria ficou mesmo nos sucos de manga, uva e maracujá.
O almoço estava delicioso e o papo, melhor ainda. No final do encontro, a Eliza nos regalou com trufas orgânicas feitas pela vizinha autríaca, sem açúcar, preparadas com ingredientes trazidos dazoropa, finíssimos, chiquérrimos!
Abraços,
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Servas SC tá com tudo!
No dia 13 de junho, fizemos o segundo encontro do ano do Servas Santa Catarina,
ouviu vários relatos de viagens e experiências inesquecíveis: A Dorly e suas aventuras no Canadá, a Cleusa, antes mesmo de se tornar Servas, hospedando-se na casa de neozeolandeses, de quem se tornou grande amiga. Como perdemos um de nossos anfitriões de Florianópolis, o queridíssimo Cláudio Kerber, que agora vive em Sampa, ganhamos mais uma, Vânia, para não perder o rebolado, hein?
Bem-vinda, Vânia!
Obrigada aos membros catarinenses pela participação!
Grande abraço,
Débora Didonê, coordenadora do Servas SC
segunda-feira, 28 de junho de 2010
PERFIL: Alva Santiago, Secretária Nacional
A primeira vez em que Alvany Santiago ouviu falar do Servas foi na França, por meio de um amigo do Hospitality Club. Interessou-se imediatamente por adorar viajar e porque a proposta da organização era parecida à de outras redes de hospitalidade das quais já fazia parte. Assim que voltou ao Brasil, entrou em contato com o Servas Brasil e foi entrevistada por Roberto Borenstein, na época o Secretário Nacional, em junho de 2007.
Sua primeira experiência com a organização aconteceu na Itália, quando viajava com seu filho Caio, em 2008. Desde então, tem participado ativamente do grupo. Em 2008, tornou-se coordenadora de Pernambuco. Participou do Primeiro Encontro Latino-Americano em Villa de Leyva, Colômbia, no início de 2009. Em setembro daquele ano, foi também a delegada brasileira na Assembleia Geral do Servas Internacional em Mar del Plata, Argentina. Esteve na conferência de comemoração dos 60 anos do Servas em Goa, Índia, em janeiro de 2010. Antes, teve a oportunidade de hospedar-se com membros Servas em Nova York. Depois, fez o Servas Language Experience (SLE) em Buenos Aires, Argentina.
Baiana de Santo Antonio de Jesus, Alva teve uma bela experiência numa comunidade rural, no oeste da Bahia, para onde se mudou logo que obteve a graduação no curso de Ciências Socias na UFBA. Seu objetivo era fazer o mestrado em Sociologia Rural, mas os planos foram alterados pelo casamento e pelo nascimento do filho. Já trabalhou de São Paulo a Teresina (PI) e passou quatro anos nos Estados Unidos (1997-2001), quando cursou o mestrado em Administração.
Alva tem sido anfitriã Servas em Petrolina (PE), cidade onde mora desde que retornou ao Brasil. Tornou-se professora da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). Por conta da família e dos estudos de doutorado, ela vive também entre Bahia, São Paulo e Espírito Santo. Desenvolve alguns trabalhos sociais: no grupo Jovens, Servas & Paz, com alunos da Univasf; no Assentamento Terra da Liberdade e na Associação das Mulheres Rendeiras do Bairro José e Maria e adjacências, todos em Petrolina. Em Vitória (ES), também começou um grupo de reflexões sobre a paz com jovens estudantes da UFES.
Ela conta com entusiasmo que o Servas mudou sua vida para melhor. Deu-lhe a possibilidade de desenvolver o seu projeto de vida: trabalhar para o empoderamento das pessoas e em prol da tolerância e do entendimento. Graças ao Servas, tem vivido experiências em diferentes culturas sempre desfrutando-as de fato. Segundo Alva, ser recebida como alguém da família e participar da rotina dos moradores em países tão diversos é um aprendizado único. Em contrapartida, acolher viajantes, mostrar-lhes o modo de vida dos brasileiros e auxiliá-los durante sua estadia, além de ser muito gratificante, proporciona a oportunidade de trocar vivências e conhecer outros pontos de vista. “Cada hóspede que recebo é como uma viagem para mim.”
sábado, 12 de junho de 2010
Caldeirão de culturas em São Paulo
Durante os dias 23 e 30 de maio, aconteceu a 15ª Festa do Imigrante no Memorial do Imigrante, no bairro da Mooca, em São Paulo. A Luci esteve por lá no primeiro domingo, e eu no outro. A princípio, iríamos no mesmo dia, mas não foi possível.
A festa é um grande encontro das várias culturas que participaram do desenvolvimento do Brasil durante séculos: desde os portugueses, nossos colonizadores, até os mais recentes, como os chineses. Portanto, nada mais propício que eu, serviana de carteirinha, estivesse por lá. Os países se fizeram representar pelas fomosas barraquinhas de comida e pelas apresentações.
As barraquinhas vendiam de tudo: doces, bolos, salgados, e também roupas típicas. Por sua vez, as apresentações eram feitas por grupos folclóricos – tanto da cidade de São Paulo, como do estado – em um palco montado logo na entrada. Eram danças ou cantorias.
Estava lotado. Também não era para menos: domingão, com solzão... Lá estavam representadas, além de Portugal, várias outras nações: Espanha, Japão, Alemanha, Suíça, Peru, Bolívia, Irlanda, Grécia, Lituânia, Líbano, Rússia, Itália, Rep. Tcheca, México, Israel, Croácia, Ucrânia e China. Ufa! Faltou mais? Agora só no ano que vem...
As imagens que vocês veem aqui é da Luci, arquiteta e fotógrafa de plantão do Servas São Paulo. Ela tirou várias fotos, mas por questões de espaço, só vão algumas amostras. No site: www.flickr.com/photos/lucibraga tem mais !!!
-- por Andréa Assis, coordenadora do Servas São Paulo
Legenda das fotos: 1. Dançarinas do grupo irlandês; 2. Bailarinas do grupo folclórico da Lituânia; 3 e 4. Barraca do Líbano e... delícias típicas; 5. Frente do Memorial do Imigrante
quarta-feira, 9 de junho de 2010
SERVAS BRASIL SOB NOVA DIREÇÃO
Secretária Nacional : Alvany Santiago (PE); e-mail: alvanysantiago@gmail.com
Deputy: Maria Fernanda Vomero (SP); e-mail: brasil@servas.org
Tesoureiro: Ricardo Cerruti (ES)
Secretária da Paz: Irenilda dos Santos (MT), com a colaboração de Maria Alice Rebello (RJ)
Coordenador de Listas Internacionais: Luiz Ernesto Bertholo (RJ)
Coordenador de Lista de Anfitriões: Thomas Tatkin (MG)
Contato Jovem: Marina Pacheco (SP)
Comitê de Resolução de Conflitos e Promoção da Amizade:
Welington Moreira Santos (SP)
Paulo César Silva (DF)
Editoras do blog Servas Brasilis: Maria Fernanda Vomero, Andréa Assis, Maristela Nardy (SP) e Débora Didonê (SC).
Coordenadores Regionais
Amazonas: Jander Botelho Nascimento
Bahia: Valmira Alice Cardoso
Goiás e DF: Paulo César Alves da Silva
Mato Grosso: Irenilda Santos
Minas Gerais: Tom Tatkin
Paraná: Farley Nobre
Pernambuco: Alvany Maria Santiago e Tibério Monteiro
Rio de Janeiro: Márcia Bello
Rio Grande do Norte: Igor Fernandes Ribeiro Dantas
Santa Catarina: Débora Didonê
São Paulo: Andréa Assis
ENCONTROS DISCUTEM AÇÕES
Foram realizadas três reuniões em São Paulo (SP) para a discussão e o encaminhamento das ações do novo comitê. A primeira delas ocorreu na manhã de 8 de maio, entre Alvany Santiago, Tom Tatkin e Welington Moreira. Em seguida, no mesmo dia à tarde aconteceu outra, que contou com a presença de Andréa Assis, Maria Fernanda Vomero, Alva, Tom, Welington, Lílian Gelman e Maristela Nardy (veja foto abaixo, da dir. à esq.), além de Marina Pacheco, que chegou um pouquinho mais tarde. A terceira, realizada no dia 10 do mesmo mês, teve a participação de Alva, Mafê, Tom e Welington.
Também em maio, houve mais dois encontros Servas. Um em Vitória (ES), no dia 15, quando o novo tesoureiro, Ricardo Cerruti, assumiu a função oficialmente (na foto abaixo, de camiseta branca). Contamos com a presença de Magdalena Ortiz, Secretária Nacional do Paraguai (de blusa estampada), e de Alvany Santiago, nova Secretária Nacional, além de outros membros locais.
Também em 15 de maio, os membros mineiros liderados por Tom Tatkin fizeram um encontro em Ouro Preto (MG), com direito até a visitas a cachoeiras.
MAIS REUNIÕES EM BREVE!
Em Recife (PE), haverá uma reunião em 16 de junho, a partir das 19h15, no Restaurante Bonaparte, no aeroporto. O Servas Rio de Janeiro, por sua vez, realizará almoço em 10 de julho.
domingo, 23 de maio de 2010
TELA EM TRÂNSITO
As pessoas foram chegando pouco a pouco na escola da Lapinha, zona rural do município de Morro do Pilar, na Serra do Cipó, Minas Gerais. Era uma bela noite de sábado. Enquanto os últimos ajustes na tela eram feitos, as crianças começavam a se acomodar na lona estendida sobre a grama. A artesã Liza, uma das moradoras e líder comunitária, decidiu estourar pipoca para a turma. A ansiedade era grande – de Nélio, que organizara aquela sessão de cinema a céu aberto, e dos espectadores locais. Afinal, a maioria deles jamais havia pisado numa sala escura para assistir a um filme.
O primeiro curta-metragem foi “Galinha ao Molho Pardo”, de Feliciano Coelho, e risadas, lágrimas contidas, suspiros, surpresas e mais risadas continuaram na hora e meia seguinte de sessão, que terminou com “Uma História de Futebol”, de Paulo Machline, e incluiu também algumas obras de animação, como o divertidíssimo “Calango Lengo”, de Fernando Miller. A pipoca foi toda embora – e os moradores, ao se despedirem, agradeciam satisfeitos pela novidade. “Vai ter mais?”, a garotada queria saber.
Na noite seguinte, a sessão mudou de lugar. O fusquinha azul de Juli Buli, namorada de Nélio, e base de apoio para a telona, seguiu para a pracinha atrás da igreja principal de Morro do Pilar. A mesma ansiedade do dia anterior: ufa, finalmente o carreto com as cem cadeiras de plástico chegou, puxa, onde está o projetor, ih, vai ter um bingo no mesmo horário, ai, será que o padre achar ruim? A missa dominical da noite mal acabou, e a multidão começou a se aproximar da tela brilhante. Em minutos, a praça estava lotada. “Fui ao cinema apenas uma vez em Belo Horizonte”, disse Richard. “Eu, nunca”, falou Diana. Uma senhorinha que estava próxima também confessou: jamais havia visto uma projeção, ainda mais a céu aberto. O pároco também se encontrava por lá, sentadinho no meio do público, atento. E a lona, de novo estendida diante da tela, abrigava uma criançada inquieta. Mas bastou o fusquinha de mentira despontar na tela, na vinheta de abertura da sessão, para o silêncio tomar conta da praça. E, em seguida, as risadas, as lágrimas contidas, suspiros, surpresas e mais risadas. Tudo sob um céu estrelado.
“Vocês voltam na semana que vem?”, perguntou Richard. “Mas que maravilha! Muito obrigada”, três senhoras não paravam de repetir. Foi lindo ver aquela gente de todas as idades, alguns com a vaga ideia do que era cinema, os olhos fixos na tela, às vezes até sem respirar, voltando satisfeita para casa.
“É como dar um presente, partilhar com as pessoas algo que eu acho muito legal”, afirma Nélio Costa, serviano de Belo Horizonte e idealizador, curador e produtor do Tela em Trânsito, mostra itinerante de curtas-metragens em lugares inusitados da capital mineira e em cidades pequenas do interior do estado. “Fiquei observando a reação deles, a luz da tela refletindo nos olhos do público... As crianças da Lapinha, na manhã seguinte, comentavam com detalhes os curtas que mais tinham gostado. Uma senhora me procurou, depois da projeção em Morro do Pilar, para dizer que havia adorado a sessão. Como isso alimenta a gente!”
Nélio já realizou quatro exibições – essas duas no interior e outras duas em Belo Horizonte, sempre com patrocínio da Arcelor Mittal e companhia da equipe de apoio formada por Juli Buli, a filha Yasmim e o amigo Rafael. Outras exibições já estão programadas, basta conferir no blog do Tela em Trânsito: http://telaemtransito.blogspot.com/.
ERA UMA VEZ...
Take 1: “Perdido na noite”
Foi ao cinema sozinho. O filme talvez trouxesse uma trama inspirada em Júlio Verne, não se lembra direito, afinal era apenas um garoto. Ao sair da sala, porém, a noite já havia se instalado. Por mais que tivesse prestado muita atenção nos letreiros das lojas ao redor, no semáforo que tinha cruzado e na esquina dobrada quando chegara, tudo havia mudado. Aquelas luzes acesas e os letreiros brilhantes confundiam o adolescente. Ok, ok, ele morava no centro de Belo Horizonte, mas isso não significava que soubesse de cor todos os caminhos que levassem ao tesouro, ops, ao cinema. Passara boa parte da infância na frente da TV. Ou então, sentadinho ao lado da banca de jornais perto de casa, com um monte de revistinhas no colo. Brincadeira de rua só em Corinto, no interior mineiro. Ali podia pescar, andar de bicicleta, bater peneira... Perdido, sem saber o que fazer, pediu ajuda a um policial. Resultado: voltou de camburão para casa.
Take 2: “Eles não usam black-tie”
De novo no cinema. Mas agora já era um rapaz, tinha lá seus 16 ou 17 anos. Acabara de sair de uma sessão em que vira uma espécie de "videoarte" dos anos 1970, antes do surgimento do vídeo. Eram sequências de imagens artísticas de fotógrafos realizadas com o chamado “audiovisual”, uma espécie de aparelho, formados por dois projetores ligados a um dispositivo denominado dissolver, que exibe uma sucessão de slides de forma simultânea e sincronizada. “Quero trabalhar com isso”, disse a si mesmo. Buscou num catálogo todas as empresas que trabalhavam com “audiovisual”, em geral produtoras de anúncios institucionais, eram cerca de dez, e esteve em cada uma delas a fim de pedir emprego.
— Você tem experiência?
— Não.
— Preciso de alguém com experiência.
— Puxa vida! Mas como é que vou ter experiência se ninguém me deixa começar?
Silêncio.
— É verdade. Tá certo, rapaz, as portas da empresa estão abertas.
O moço apareceu lá no dia seguinte, caderno em punho, anotando tudo, fazendo mil perguntas. Um mês depois, estava contratado.
Take 3: “E la nave va”
Decidiu ir a Ouro Preto, onde Paul Mazursky e equipe estavam filmando “Luar sobre Parador”, com Sonia Braga e Raul Julia. Descobriu um brasileiro na equipe técnica. Arriscou:
— Não estão precisando de alguém no som?
— Mas que coincidência! Estamos precisando, sim!
Começou a trabalhar como cable men na hora.
Tornou-se um eficiente e requisitado técnico de som. Passou pela Rede Globo, esteve em agências de publicidade de Belo Horizonte, foi um dos fundadores da Curta Minas – Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas de Minas Gerais e já teve dois de seus vídeos premiados no festival Telemig Celular Art.mov. Tem mestrado em Artes Visuais; sua dissertação foi sobre Arte e Tecnologia da Imagem.
Qual o nome dele? Nélio Costa, uai, membro Servas de Belo Horizonte, Minas Gerais.
(texto: Mafê Vomero)

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